Clubes terão indenização por perderem atletas para seleções

Fifa e Uefa pagarão R$ 460 milhões aos times europeus para compensar a cessão de jogadores

Reuters,

21 de janeiro de 2008 | 14h17

A Fifa e a Uefa fecharam nesta segunda-feira um acordo sobre a concessão de jogadores por parte dos clubes europeus para as seleções. Ficou estabelecido que os times receberão a quantia de US$ 252 milhões (cerca de R$ 460 milhões) como forma de "compensação" pelos próximos seis anos.   Somente os clubes que cederem jogadores para competições mundiais (Copa do Mundo) ou continentais (Eurocopa) estarão inclusos no pagamento da indenização - a forma para se calcular o valor que cada equipe receberá ainda não foi anunciada.   Pelo acordo, US$ 110 milhões (R$ 200 milhões) serão desembolsados pela Fifa, enquanto a Uefa pagará US$ 142 milhões (R$ 260 milhões).   Além de receber compensações quando seus jogadores são convocados, os clubes receberam garantias de que a Fifa e a Uefa vão reduzir o número de partidas entre seleções no calendário.   A decisão atende a um pedido dos dirigentes dos principais clubes europeus, que sempre brigaram para serem compensados pela perda de jogadores - mesmo com o atleta convocado para a seleção, o clube continuava a pagar o salário, muitas vezes milionário.   "Não há vencedor aqui exceto o futebol em si", disse o presidente da Uefa, Michel Platini, em entrevista coletiva depois da reunião.   Em troca, os 18 integrantes do G-14 (grupo dos times mais poderosos da Europa) vão dissolver esse clube, que dará lugar à Associação Européia de Clubes, com 103 integrantes das 53 federações nacionais - com ingresso determinado apenas por resultados esportivos, sem privilégios políticos.

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