Rafael Ribeiro/CBF
Rafael Ribeiro/CBF

Coadjuvante, Kaká aposta na experiência contra Argentina

Aos 32 anos, craque do São Paulo não pensa na Copa de 2018 e diz que pode ser útil a Dunga na transição da seleção

Raphael Ramos - Enviado Especial a Pequim, O Estado de S. Paulo

09 de outubro de 2014 | 07h00

Aos 32 anos, Kaká não sabe se terá condições de disputar, em 2018, a sua quarta Copa do Mundo, mas o meia acredita que, com a sua experiência, pode ser importante nesse período de transição da seleção comandado por Dunga depois do vexame no último Mundial.

O jogador do São Paulo desembarcou ontem em Pequim para disputar o Superclássico das Américas contra a Argentina em uma situação curiosa: é protagonista da equipe fora de campo, mas coadjuvante dentro das quatro linhas.

Bastante assediado pelos torcedores chineses - mais até do que Neymar -, ele está atrás dos concorrentes na briga por uma vaga de titular, porém tem prestígio quando se trata de currículo. “Na parte técnica e tática, eu posso contribuir da forma que venho fazendo no São Paulo. Fora de campo, posso ajudar com a minha liderança, experiência e maturidade”, disse Kaká.

Fora das convocações da seleção há um ano e meio, Kaká só foi chamado de última hora porque Ricardo Goulart, do Cruzeiro, se machucou. Agora, o meia tenta aproveitar a chance para recuperar o espaço perdido por uma geração que sempre o enxergou como ídolo.

É o caso de Oscar, que nas categorias de base do São Paulo era comparado a craque e apelidado de “Kakazinho”. Hoje, o meia do Chelsea é titular da seleção enquanto que Kaká chega como azarão. “Venho para concorrer mesmo, para brigar pelo meu lugar”, admite.

As principais credenciais de Kaká para pleitear uma vaga na equipe estão na sua trajetória na seleção. O meia disputou as Copas de 2002, 2006 e 2010. Atleta mais experiente do grupo convocado por Dunga, ele tem atuado também como uma espécie de “conselheiro” dos novatos. É o caso do volante Souza convocado pela primeira vez para a seleção principal. “Ele me deu algumas dicas para eu não fazer besteira”, disse.

Mas para ganhar uma vaga no time, Kaká precisa de algo mais. “Estou bem física, técnica e taticamente. Consigo ler melhor o jogo pela maturidade e experiência que não tinha antes. Espero manter essa continuidade de bons jogos no São Paulo para ter sequência na seleção.” 

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