Coadjuvantes, Kléber e Borges querem brilhar no clássico

Jogadores que não são considerados estrelas no Palmeiras e no São Paulo passam por boa fase na carreira

Giuliano Villa Nova e Daniel Akstein Batista, Jornal da Tarde e O Estado de S. Paulo

13 de março de 2008 | 19h07

Eles não chamam tanta a atenção como as principais estrelas de suas equipes, mas vão merecer cuidado especial dos adversários no clássico de domingo. O palmeirense Kléber e o são-paulino Borges podem não ter o mesmo reconhecimento e as pompas de seus companheiros mais ilustres, como Valdivia, Marcos, Adriano ou Rogério Ceni. Mas, dentro de campo, são eles que têm resolvido. Veja também: Luxemburgo quer manter 'boa seqüência' diante do São Paulo Ouça os gols da virada do Palmeiras Segurança do Palmeiras é acusado de esfaquear 2 torcedores Confusão marca venda de ingressos para o clássico em Ribeirão Preto Kléber fez na quarta-feira o seu quarto jogo com a camisa alviverde, o segundo como titular. E marcou o gol da vitória sobre a Ponte Preta por 2 a 1, resultado que colocou o time na quarta colocação do Estadual, com 25 pontos. "Estou feliz por fazer meu primeiro gol pelo Palmeiras, um clube que me trouxe de volta da Ucrânia." O atacante de 24 anos foi para a Europa em 2003. No ano passado, teve proposta para defender outros grandes clubes europeus, mas o Dínamo de Kiev não o liberou. Machucado, perdeu chance no time e, alguns meses depois, retornou ao Brasil. Num ataque no qual se esperava muito do centroavante Adriano, Borges é que tem sido decisivo. Com seis gols pelo São Paulo no Estadual, o camisa 17 tinha certeza que este ano seria melhor do que a temporada passada. "Em 2007 sofri muito com os problemas musculares e por isso fiz uma preparação especial desde as férias", comenta o são-paulino. "No início do ano só comentavam dos outros atacantes do elenco, mas dei a volta por cima graças ao meu trabalho", cutucou. REENCONTRONo domingo, em Ribeirão Preto, Kléber vai reencontrar o clube que o revelou. "Tenho um carinho grande pelo São Paulo, passei 10 anos lá", lembrou. "Só que agora estou no Palmeiras", disse. Se deixar sua marca, o atacante garante que vai comemorar o gol, sim. Mas com respeito. Kléber fala com saudades do São Paulo, mas não esconde um pouco de mágoa. "Não tenho dúvida de que o São Paulo poderia ter me vendido por um valor mais alto depois. Mas o clube precisava de dinheiro e estava mudando a diretoria." Borges ainda não fez gols em clássicos com a camisa tricolor e pretende manter o nível das apresentações diante do Palmeiras. "A garra e a superação é que fazem a diferença num clássico", diz o atacante. Se depender apenas da vontade, o placar do duelo não ficará em branco.

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