Mailson Santana/Fluminense e Ivan Storti/Santos FC
Mailson Santana/Fluminense e Ivan Storti/Santos FC

Cobiçados na janela, Scarpa e Zeca têm situação confusa na Justiça

Eles foram aos tribunais para romper com suas equipes, mas incerteza jurídica afasta clubes que querem contratá-los

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

11 Janeiro 2018 | 07h00

Gustavo Scarpa e Zeca, dois nomes bastante comentados no mercado da bola nesta temporada, dependem da Justiça para seguir a carreira e, neste momento, não têm onde jogar em 2018. O meia do Fluminense teve mais uma derrota nos tribunais na quarta-feira enquanto o lateral-esquerdo santista ainda espera ter a certeza de que conseguiu se desvincular do ex-clube.

+ Fluminense aceita negociar Henrique Dourado com o Corinthians

+ Anderson Martins reencontra Diego Souza em primeiro dia de treino no São Paulo

Essa incerteza inibe clubes interessados em contratá-los. Há receio de vir a ter prejuízo técnico e financeiro caso contratem os jogadores e depois eles sofram reveses judiciais. É o caso de São Paulo e Flamengo, favoritos para contratarem Scarpa e Zeca, respectivamente.

Os dois jogadores alegam na Justiça que querem a rescisão contratual por falta de pagamentos. Scarpa assegura ter três meses de atraso dos seus direitos de imagem e mais seis meses no recolhimento no FGTS. Na quarta, a 70.ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, através da juíza Dalva Macedo, recusou o pedido de tutela antecipada do atleta, que solicita a rescisão do contrato com o Flu.

Assim, o clube interessado no meia deverá negociar com o Fluminense ou o jogador terá de se reapresentar ao time carioca, que continua detentor de seus direitos. Ciente da possibilidade de a disputa judicial poder levar meses, cariocas e paulistas negociam valores para Scarpa, enfim, seguir a carreira. Se houver acordo, a tendência é o meia desistir da briga nos tribunais. “É um assunto jurídico. Vamos esperar eles nos darem um retorno. Ele é patrimônio do Fluminense e não sairá por qualquer coisa”, avisou o presidente Pedro Abad.

A situação de Zeca é um pouco diferente. Ele também entrou na Justiça pedindo uma liminar para rescindir o contrato alegando falta de pagamento do FGTS de 2014 e 2015. Chegou a ter o pedido rejeitado, mas depois conseguiu ficar livre, tanto que a rescisão contratual já apareceu no BID (Boletim Diário Informativo da CBF).

Hoje, o lateral poderia assinar com qualquer clube. Ele tem um acerto verbal com o Flamengo, mas não firmou contrato por receio do clube carioca de que outra decisão judicial saia a qualquer momento colocando novamente Zeca no Santos, o que obrigaria o time rubro-negro a pagar para ficar com o jogador.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.