Cesar Greco/Divulgação
Cesar Greco/Divulgação

Cobrado pela filha, Fellype Gabriel festeja retorno ao futebol

Jogador do Palmeiras ficou 14 meses afastado dos gramados

DANIEL BATISTA, O Estado de S. Paulo

11 Novembro 2015 | 16h53

Apesar da derrota para o Vasco por 2 a 0, um jogador do Palmeiras deixou o gramado do Allianz Parque feliz pela partida realizada no último domingo. Após 14 meses sem jogar, o meia Fellype Gabriel entrou no segundo tempo e teve a oportunidade de atuar por alguns minutos, para começar a satisfazer aos torcedores e uma torcedora em especial: sua filha, Yasmin, de 7 anos.

"A cobrança em mim era grande, principalmente em casa. Minha filha falava que era para eu avisar o treinador que era para me colocar, ou então ela iria vir aqui falar com ele", disse o meia, lembrando da situação com bom humor. "Difícil para criança entender, mas avisei para ela que isso ia mudar. E ela quer que eu seja titular, mas já avisei que vou entrando aos poucos até ter uma sequência", completou.

Antes da partida contra o Vasco, Fellype Gabriel havia ficado no banco de reservas sete vezes, mas não havia entrado em nenhuma. "Eu ficava na expectativa, porque sabia que podia colaborar, mas tem que respeitar a decisão do treinador", ressaltou.

Fellype Gabriel chegou dos Emirados Árabes Unidos, onde sofreu uma lesão no ligamento do joelho esquerdo, em agosto do ano passado. Após cinco meses de recuperação, ele voltou a sentir dores no local e seguindo recomendação do ex-clube, fez infiltração no local, mas trincou o osso e foi obrigado a ficar mais tempo parado. Já no Palmeiras, passou ainda por outras lesões e a última foi uma inflamação na região lombar.

Por tudo isso, ter entrado em campo no domingo foi bastante comemorado pelo jogador. "Foi uma vitória particular, apesar da derrota. Os primeiros cinco minutos, a gente puxa o ar e não vem, mas depois vai melhorando. Agora estamos em um momento importante, na final da Copa do Brasil e o momento é de terminar bem esse ano", comentou o jogador.

 

Emocionado, lembrou das dificuldades que teve enquanto se recuperava de lesão. "Ficar um ano e dois meses sem jogar, um jogador super competitivo como eu, que passou bastante coisa nesse um ano. É uma vitória, meus familiares sabe o que passei e o pessoal sabe o quanto foi difícil. É uma vitória pessoal", analisou.

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