Coca admite rever acordo com CBF

A crise que atinge o futebol brasileiro - inclusive a seleção brasileira - vai ser um obstáculo na tentativa da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) de conseguir um reajuste de 100% no contrato de patrocínio da Coca-Cola, que está sendo renegociado. O diretor de marketing da empresa, Fernando Mazzarolo, afirmou que todo o contexto que envolve o esporte no País terá influência no acerto de um novo valor para o compromisso."Tem que ser avaliado se a seleção está bem ou mal, se foi campeã do mundo na última Copa, se o futebol tem um valor positivo hoje, se está despertando interesse na sociedade...", enumerou Mazzarolo. Informou, porém, que a Coca-Cola não fará uma análise a curto prazo. "Não é porque o Brasil perdeu ou não para o Equador que a seleção está desvalorizada." A CBF reinvindica que o montante do contrato - R$ 30 milhões - seja dobrado. A alegação da entidade é a de que, quando o documento foi assinado, o dólar tinha equiparidade com o real. Com a desvalorização cambial, a moeda norte-americana dobrou a sua cotação. Assinado em 1990, renovado em 1994 e 1997, o contrato tem duração até 2002."Mas não temos de pensar apenas na equiparidade, embora isso tenha de ser levado em conta", disse. Segundo ele, tem de haver uma conciliação entre o que a CBF entende que seja o valor da seleção e o que a Coca-Cola pretende pagar. "Não há grandes diferenças entre os anseios das duas partes e a negociação está caminhando bem." Mazzarolo afirmou que a Coca-Cola deseja renovar o contrato por mais 10 ou 20 anos. Ainda garantiu desconhecer qualquer contato da CBF com a Ambev, dona do Guaraná Antártica, com a intenção de firmar um novo patrocínio.

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