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Coca-Cola cobra Fifa e exige comissão para reformar entidade

Patrocinadora pede comitê com 'líderes eminentes e imparciais'

Estadão Conteúdo

17 de julho de 2015 | 18h22

Uma das principais patrocinadoras da Fifa, a Coca-Cola aumentou a pressão sobre a entidade máxima do futebol nesta sexta-feira ao cobrar publicamente a criação de uma comissão independente para evitar novos escândalos de corrupção no esporte.

A empresa de bebidas pediu que a Fifa estabeleça uma comissão neutra, supervisionada por "um ou mais líderes eminentes e imparciais", para avaliar como a entidade pode recuperar a credibilidade e a confiança dos fãs do futebol.

A pressão pública é a manifestação mais intensa de descontentamento da Coca-Cola com a Fifa desde que sete cartolas da entidade foram presos na Suíça, no fim de maio. A empresa patrocina a Fifa desde 1974, ano em que o brasileiro João Havelange se tornou presidente - permaneceu no cargo até 1998, quando foi substituído pelo suíço Joseph Blatter.

Até então, as declarações mais fortes da Coca-Cola haviam acontecido quando Blatter anunciou que deixaria o cargo, quatro dias após ser eleito para um quinto mandato. A empresa considerara a atitude do suíço "passo positivo". "Acreditamos que a decisão vai ajudar a Fifa a se transformar rapidamente em uma instituição compatível com o século 21", afirmara a Coca-Cola no início de junho.

Outros patrocinadores, como McDonald's, Visa, Budweiser, Adidas e Hyunday, também lamentaram as denúncias de corrupção na Fifa e aprovaram o anúncio da saída de Blatter. O suíço deve deixar o cargo no congresso extraordinário da entidade, que será realizado entre dezembro deste ano e fevereiro de 2016.

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