Amanda Perobelli/Reuters
Amanda Perobelli/Reuters

Coelho diz não se importar com futuro no Corinthians: 'Estou trabalhando bem'

Técnico interino afirma que Corinthians dominou o Santos no clássico que terminou empatado em Itaquera

Guilherme Amaro, O Estado de S.Paulo

07 de outubro de 2020 | 22h58

No dia seguinte ao protesto de torcedores organizados com o pedido para a diretoria do Corinthians contratar um técnico efetivo, o interino Dyego Coelho disse não se importar com o futuro no clube. Ele subiu do sub-20 para comandar a equipe principal após a demissão de Tiago Nunes, no mês passado. Depois do empate por 1 a 1 com o Santos nesta quarta, Coelho afirmou que está "trabalhando bem".

Ao ser questionado sobre a possível mudança que um técnico experiente traria ao Corinthians, o interino rebateu: "Eu estou trabalhando, quem se incomoda com treinador são eles (jornalistas), não eu. Ele que está perguntando. Estou trabalhando bem, a rapaziada está trabalhando bem, vamos assim".

Para Coelho, o Corinthians dominou o clássico contra o Santos após sofrer o gol aos dez minutos de jogo. A equipe chegou ao empate no fim do primeiro tempo, com Danilo Avelar, mas não conseguiu a virada na etapa final.

"Não é justo o placar. Pelo que apresentamos, tínhamos que ter saído com a vitória. Tivemos muito mais volume e agressividade", opinou Coelho. "É fazer com que a bola entre. Volume de jogo e chances nós tivemos. Parecia até que não tínhamos levado gol, fomos para cima do Santos. O gol veio, faz parte do futebol, e continuamos jogando. Não quero saber se não veio fulano ou ciclano, era o Santos, uma grande equipe. Um clássico e colocamos volume, chutamos ao gol, fomos agressivos. É o que temos que continuar fazendo, disse o interino, se referindo aos desfalques do rival.

Coelho cobrou os jogadores no vestiário para o time passar a iniciar melhor as partidas. O Corinthians não vence há quatro jogos, com dois empates e duas derrotas. 

"Nos dez primeiros minutos, até a gente tomar o gol, realmente estávamos muito mal no jogo. Depois que tomamos o gol, tomamos conta do jogo. Mudamos cinco minutos depois para um 4-3-3, eu trouxe o Mantuan para jogar de médio junto do Roni e do Gabriel. O Santos não conseguiu mais jogar como vinha jogando no 4-4-2. O falei lá dentro aos jogadores que temos que entrar melhor nos jogos para não ficar sofrendo por dez ou 15 minutos. Depois do gol do Santos, tomamos conta do jogo", afirmou Coelho.

 

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