JF Diorio/Estadão
JF Diorio/Estadão

Coelho relembra história no Corinthians e elogia o elenco após estreia com vitória

Técnico interino diz ter tido a mesma sensação sentida aos dez anos de idade, quando passou na peneira do próprio clube

Guilherme Amaro, O Estado de S.Paulo

06 de novembro de 2019 | 22h40

Técnico interino do Corinthians até o fim desta temporada, Dyego Coelho viveu uma noite especial nesta quarta-feira. Em seu primeiro jogo à frente do elenco principal, a equipe ganhou do Fortaleza por 3 a 2 e encerrou jejum de oito partidas sem vitórias na competição. Coelho comparou a sensação que teve após sua estreia com a que sentiu aos dez anos, quando foi aprovado na peneira do Corinthians. O ex-lateral-direito iniciou sua carreira no clube e conquistou o Paulistão de 2003 e o Brasileirão de 2005.

"Marca muito a gente, porque a sensação que eu tive, quando o árbitro acabou o jogo, foi a mesma sentida quando fui aprovado na peneira do clube aos dez anos de idade. É uma sensação maravilhosa", afirmou Coelho. "Minha história aqui dentro é de alegria e tristeza. Mas tem uma coisa que fica sempre dentro de mim: tudo o que minha família tem foi o Corinthians que proporcionou. Não penso se vou sair, se vai chegar alguém... Penso em viver cada dia para ajudar o clube que me proporcionou tantas coisas. Fiquei feliz porque poderia retribuir o que o Corinthians fez por mim. Sei o que significa o Corinthians para a minha família. Passa um filme na cabeça, eu morava aqui atrás...", comentou Coelho. "Quando saí do CT e vim para cá, passei por lugares em Itaquera onde minha mãe me levava. Conseguimos uma vitória que nos faz lembrar de muitas coisas."

Coelho também elogiou o elenco do Corinthians. O técnico assumiu a equipe de forma interina na segunda-feira, dia seguinte à demissão de Fábio Carille. Ele estava no comando do time sub-20 e ficará com o grupo principal até a chegada de Tiago Nunes no ano que vem.

"O elenco é muito inteligente e consegue fazer o que pedimos. O jogo do Corinthians precisa ser agressivo. Ainda falta um pouquinho. Precisamos preencher a área. É tudo muito em função do que eles fizeram. Não dá para (a comissão técnica) fazer tudo em dois dias, a vitória é mérito total dos jogadores", disse Coelho, que comentou sobre a aceitação que teve do elenco em poucos dias para mudar a postura da equipe.

"Aceitação é o seguinte: o boleiro gosta da verdade. Se você tiver duas conversinhas com ele, não vai funcionar. Procuro sempre falar a verdade para que ele pense no que está acontecendo. Estamos em uma briga pela Libertadores. Se for cobrado da maneira correta, ele vai te aceitar. Não importa se está há muito tempo como técnico ou chegando agora. Eles entenderam que estamos nessa briga e deram o recado, foram bem demais, é um orgulho tremendo estar com eles", afirmou Coelho.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.