EFE/ Jean-Christophe Bott
EFE/ Jean-Christophe Bott

COI diz que atletas críticos à mudança de sede da maratona buscavam vantagem

Thomas Bach, presidente do Comitê Olímpico Internacional, defendeu transferência da prova para Sapporo

Redação, Estadão Conteúdo

18 de novembro de 2019 | 18h43

O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, afirmou, nesta segunda-feira, que os atletas que se opuseram à mudança de local da maratona e da marcha atlética de Tóquio para Sapporo, nos Jogos Olímpicos de 2020, buscavam ter vantagem.

O COI decidiu no mês passado transferir as provas para Sapporo por causa das altas temperaturas previstas para agosto na capital japonesa durante a disputa olímpica. "Houve uma ou duas queixas de atletas que pensam que estariam melhor preparados do que outros para competir no calor e queriam tirar vantagem disso", disse o dirigente, em Londres. "Mas a responsabilidade do COI é cuidar da saúde de todos os atletas e, se possível, fazer uma competição adequada para todos."

O COI anunciou abruptamente as mudanças de local da maratona e da marcha atlética no mês passado, temendo que o calor do verão de Tóquio produza cenas como as que foram vistas em Doha, no Catar, durante o Campeonato Mundial de Atletismo, disputado no mês passado.

Apesar do início programado para a meia-noite, dezenas de concorrentes sofreram com o calor e desistiram da competição, precisando de atendimento médico e acabaram transferidos para hospitais em Doha. O COI não aceitou a proposta feita pelos organizadores de iniciar as corridas em Tóquio ao amanhecer.

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