Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

COL afirma que Arena Corinthians 'não apresentou problemas graves'

Ricardo Trade minimiza imprevistos e garante correção para a Copa do Mundo

Almir Leite e Vítor Marques, O Estado de S. Paulo

19 de maio de 2014 | 07h00

SÃO PAULO - "Foi um dos melhores testes que a gente realizou." A definição do diretor de operações do COL, Ricardo Trade, conhecido por seu otimismo, mostra também alívio pelo fato de a Arena Corinthians não ter apresentado problemas graves neste domingo, quando recebeu um público pagante de 36.123 pessoas e foi testada para valer para a Copa do Mundo.

"Claro que não saiu tudo 100%, teve vazamento em algumas áreas, uma goteira, um elevador que não funcionou'', disse Trade. "Mas são coisas que podem acontecer até na casa da gente, agora é trabalhar para a correção.''

Responsável pela Arena Corinthians, o ex-presidente do clube, Andrés Sanchez, considerou que o teste de ontem deu à Fifa, uma "base muito grande para fazer um jogo de abertura de Copa''. Ele reconheceu a necessidade de ajustes. "Mas é tudo novidade para nós. Estamos aprendendo como se opera uma arena desse tamanho. Mas jogo a jogo vamos melhorando'', afirmou.

Andrés se referiu ao evento de 10 de maio, quando o estádio recebeu 17 mil pessoas, e o de ontem. A Arena Corinthians não foi nem será testada para um público de 68 mil pessoas, capacidade dos jogos da Copa do Mundo.

Neste domingo, o COL deverá divulgar um relatório mais completo da operação e dar detalhes das áreas que precisam de aperfeiçoamento, e o que será feito. "Mas posso dizer que foi muito satisfatório (o teste) e que o treinamento do pessoal (voluntários, orientadores, etc.) vai ser constante."

Os organizadores do teste estavam especialmente satisfeitos com o que definiram como "adesão maciça'' dos torcedores ao transporte público. "90% vieram de trem e metrô. Isso é uma vitória para nós."

PROTESTO

Andrés também estava aliviado, mas se irritou com o protesto das torcidas organizadas, descontentes com os R$ 35 cobrados do ingresso no setor popular. "Vamos fazer ajustes (no preço) para cima e para baixo. Mas menos de R$ 35 não dá.''

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