Divulgação/Colo-Colo
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Colo-Colo envia dirigentes ao Brasil para negociar contratação de Felipão

Clube chileno revela nas redes sociais que presidente e diretores desejam fechar acordo com o técnico neste mês

Redação, O Estado de S.Paulo

06 de março de 2020 | 09h52

Um grupo de dirigentes do Colo-Colo, do Chile, chegou ao Brasil na noite desta quinta-feira para negociar a contratação do técnico Luiz Felipe Scolari. Segundo veículos de comunicação chilenos, o clube tem o grande sonho de contratar o treinador brasileiro, porém admite ter como concorrente de peso uma proposta apresentada a Felipão pelo futebol da China.

O próprio perfil do Colo-Colo no Twitter publicou foto em que três dirigentes do clube estão no avião rumo ao Brasil. "Nosso presidente Aníbal Mosa, o gerente esportivo Marcelo Espina e Harold Mayne-Nicholls, vice-presidente executivo, estão no Brasil cuidando da contratação do nosso próximo treinador", escreveu o clube na legenda da foto bastante otimista. A equipe chilena está no Grupo C da Libertadores junto com Athletico-PR, Peñarol e Jorge Wilstermann. O Colo Colo perdeu o primeiro jogo diante do Jorge Wilsterman por 2 a 0.

Segundo o jornal La Tercera, o grupo de dirigentes jantou na noite desta quinta-feira com o treinador em São Paulo. "Há muitas expectativas, mas é preciso que as duas partes cheguem a um acordo. Nós temos o interesse e se for possível concretizar, seria espetacular. Todos no Colo Colo o receberiam da melhor maneira. Ele é um campeão e tem um currículo extraordinário", disse o vice-presidente do clube à rádio Cooperativa.

Felipão está sem clube desde que deixou o Palmeiras em setembro do ano passado. A opção pelo treinador ganhou força após a equipe desistir da contratação do argentino Gustavo Alfaro. "Queremos levar o professor Felipão para Santiago", afirmou o presidente do Colo-Colo . "Queremos entender melhor o seu método de trabalho e nos conhecermos melhor também", acrescentou.  

A contratação de Felipão divide o clube chileno. Por um lado, os apoiadores exaltam a experiência do treinador de 71 anos, mas há dirigentes e parte datorcida que contestam a contratação do brasileiro por uma declaração feita em 1998 em que elogiou o ex-presidente chileno Augusto Pinochet, figura contestada no país durante a Ditadura.

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