EFE/ Luis Eduardo Noriega
EFE/ Luis Eduardo Noriega

'Colômbia agora é o meu segundo país', diz prefeito de Chapecó

Luciano Buligon se emocionou com a homenagem prestada no Atanasio Girardot

Ciro Campos, enviado especial a Medellín, O Estado de S.Paulo

01 de dezembro de 2016 | 12h30

A homenagem no estádio Atanasio Girardot, em Medellín, na noite de quarta-feira para as vítimas do acidente aéreo com o voo que trazia a Chapecoense para uma partida na Colômbia emocionou o prefeito da cidade catarinense. Luciano Buligon disse que o ato lhe fez adotar uma segunda nacionalidade, como retribuição ao carinho prestado pelos torcedores, que lotaram o local com roupas brancas e velas acesas.

 

"A Colômbia agora é o meu segundo país. O Atlético Nacional será campeão mundial porque é um clube grande que pensa grande. Se não tiver torcida no exterior, pode confiar na torcida do Brasil. Vamos sempre torcer e desejar que a bandeira verde e branco esteja nos lugares mais alto", afirmou o prefeito. Buligon esteve no gramado do estádio que receberia a final da Copa Sul-Americana e contou ter gostado muito da festa.

A celebração teve estádio lotado e início de tumulto do lado de fora, onde a polícia precisou conter a multidão que tentava entrar na praça esportiva com cavalaria e bombas. Com a lotação máxima, muitos colombianos tiveram de ficar no lado de fora. Apesar desse episódio, o ato em homenagem emocionou quem estava presente. "A atitude do povo, o que sentimos aqui, vamos levar para nossa casa, pare recuperar a autoestima. Tomara que o legado da Chapecoense se converta em força e na gradeza que vimos aqui", disse Buligon.

 

O prefeito considerou a festa como "inesquecível". "O que presenciamos reduz nosso sofrimento, permanece em nosso coração e me faz levar toda essa emoção para a população de Chapecó e principalmente para que os familiares possam sentir um pouco do que vivenciei", comentou Buligon, que veio para Medellín para acompanhar os trâmites de traslados dos corpos.

 

No sábado, o Atlético Nacional vai receber o Millonarios, pelo Campeonato Colombiano, e vai jogar de preto. A cor já é tradicional do uniforme alternativo do clube, mas no lugar do escudo, estará bordado o símbolo da Chapecoense. Dias depois o elenco viaja ao Japão, onde disputa o Mundial de Clubes por ser o atual campeão da Copa Libertadores.

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