Colômbia ainda acredita que terá Copa

O presidente da Colômbia Andrés Pastrana disse hoje que acredita em uma reviravolta, e aposta que a Copa América será realizada no país. ?Seguimos confiantes que a Confederação (Confederação Sul-Americana de Futebol - CSF) mude de idéia e ratifique o nosso direito?, disse ele. A CSF decidiu tirar a Copa América da Colômbia por falta de segurança. O país vive período de instabilidade política e está sob ameaça de conflito com a organização guerrilheira Farc - as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. A organização foi a responsável pelo seqüestro do vice-presidente da Federação Colombiana de Futebol, Hernán Mejía Campuzano, que terminou nesta quinta-feira. Além disso, é apontada como autora dos atentados a bomba registrados este ano no país que já deixaram 12 mortos e mais de 200 feridos.Pastrana acha que impedir a realização da Copa no país, vai penalizar a população. ?Maior atentado será contra 40 milhões de colombianos honestos, trabalhadores e hospitaleiros?, disse ele referindo-se ao seqüestro de Campuzano. O presidente lembra ainda que a instabilidade política não deve ser um pretexto. O líder lembra que em 99 a Copa América foi mantida no Paraguai, apesar de o vice-presidente do país, Luis María Argaña, ter sido assassinado dias antes da rodada de abertura.A cúpula da CSF se reúne neste sábado em Buenos Aires para decidir sobre a sede da competição. O Brasil se ofereceu para receber o torneio - que está programado para o período entre 11 e 29 de julho.

Agencia Estado,

29 de junho de 2001 | 15h11

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