Colômbia exige demissão de Maturana

Francisco Maturana está por um fim no comando da seleção da Colômbia. As três derrotas consecutivas nas Eliminatórias afundaram a equipe na última colocação na América do Sul e tornaram insustentável a permanência do treinador. Críticos e torcedores exigem demissão imediata, que pode ocorrer após a partida de quarta-feira contra a Argentina, de novo em Barranquilla. Maturana desconversa, mas são evidentes os sinais de desgaste e desânimo. O técnico estava abatido, após o vexame do sábado, quando seu time caiu por 1 a 0 diante da Venezuela, gol de Arango aos 8 minutos do primeiro tempo. ?Foi um tapa no futebol colombiano?, limitou-se a dizer. ?Dirijo um grupo que me orgulha por caráter, amor próprio e honestidade.? Na reapresentação, neste domingo, não deu entrevistas. Reação oposta atinge a Venezuela. O país ainda sofre com problemas políticos, mas se uniu em torno da atuação do ?vinho tinto?, como é conhecida a seleção, pela cor grená de seu uniforme. Até o presidente Hugo Chávez elogiou a vitória contra os colombianos e a conquista dos primeiros três pontos. A Argentina não está menos animada. Os 3 a 0 sobre a Bolívia, na noite de sábado, em Buenos Aires, deixaram o time do técnico Carlos Bielsa com 7 pontos e em situação cômoda na chave única da região. A vitória só chegou no segundo tempo, com os gols de D?Alessandro aos 11, Crespo aos 16 e Aimar aos 18 minutos. Os argentinos têm o melhor ataque, com 8 gols, ao lado do Uruguai. Os uruguaios também ficaram aliviados, com os 2 a 1 sobre o Chile, em Montevidéu, e foram a 6 pontos. Chevanton e Romero fizeram para a equipe local. Melendez descontou para os chilenos, criticados pelo comportamento medroso. Há esperança de atuação melhor, contra o Paraguai, nesta terça-feira, já que Salas e Acuña devem voltar. Os paraguaios se entusiasmaram com os 2 a 1, em Assunção, sobre o Equador. Roque Santa Cruz e Cardoso levaram o time a seis pontos. Os equatorianos, com três, vibraram só no gol de empate de Mendez. A Bolívia, com 3 pontos, testa a empolgação da Venezuela, terça-feira, em Maracaibo.

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