Rungroj Yongrit/EFE
Rungroj Yongrit/EFE

Colômbia revê Japão e inicia caminhada para superar campanha de 2014

Seleções se enfrentam nesta terça-feira, às 9h, na Arena Mordovia, em Saransk

O Estado de S.Paulo

19 Junho 2018 | 00h00

A Colômbia inicia nesta terça-feira contra o Japão, às 9 horas (de Brasília), na Arena Mordovia, em Saransk, a sua caminhada na Copa do Mundo da Rússia com uma missão desafiadora: superar a campanha no último Mundial em 2014, no Brasil, onde os colombianos alcançaram a melhor colocação em sua história.

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Artilheiro daquela Copa com seis gols, James Rodríguez comandou a equipe, que foi eliminada pelo Brasil nas quartas de final, e terminou o torneio na quinta posição. Desta vez, além do meia, a seleção sul-americana conta com o talento de Radamel Falcao García, maior artilheiro da história da seleção, que superou as seguidas lesões para jogar o seu primeiro Mundial.

As duas seleções integram o Grupo H da competição, em que também estão Polônia e Senegal. Ao lado dos poloneses, os colombianos são tidos como favoritos da chave à classificação para as oitavas de final.

Para o Japão, o duelo pode ser encarado como uma revanche, já que em 2014 o time asiático foi goleado por 4 a 1 no último duelo da fase de grupos, em Cuiabá, e caiu precocemente. As duas únicas vezes que os japoneses passaram do estágio inicial foram em 2002, quando sediou o torneio ao lado da Coreia do Sul, e em 2010, na África do Sul. Nas duas ocasiões parou nas oitavas de final.

 

Com uma base sólida e com mais peças talentosas à disposição, o técnico argentino José Pékerman vê a Colômbia mais forte em relação há quatro anos. É uma equipe agressiva ofensivamente e que precisa manter a intensidade para não sofrer com o contra-ataque dos adversários.

José Pékerman fez mistério na véspera do duelo e não confirmou se James Rodríguez poderá atuar. O meia do Bayern de Munique ficou fora de alguns trabalhos em razão de dores musculares na coxa. O treinador se limitou a dizer que vai esperar a avaliação dos médicos para poder escalá-lo. Mesmo se não tiver o principal jogador do time, garante que possui boas peças no banco. Izquierdo, Quintero e Uribe são os principais candidatos.

Atrás também há dúvidas, já que o técnico não confirmou quem irá formar a dupla de zaga. Zapata é o mais experiente e pode jogar com Mina, ex-Palmeiras, ou Davinson Sánchez, jovem zagueiro que impressiona pela potência física e velocidade.

Do lado asiático, o técnico Akira Nishino, que foi escolhido para substituir o bósnio Vahid Halilhodzic no comando da equipe há apenas dois meses da Copa do Mundo, aposta nos veteranos - dentre eles Nagamoto, Hasebe, Kagawa e Honda - para ter algum êxito na Rússia.

Os japoneses tiveram desempenho razoável nas Eliminatórias Asiáticas, perderam boa parte dos amistosos preparatórios ao Mundial e não passam muita confiança aos torcedores, o que os tornam uma verdadeira incógnita. "Acredito que a primeira partida será a mais difícil e devemos nos esforçar para somar pontos. E se conseguirmos ir bem lá, isso vai impactar no segundo e terceiro jogos", disse o goleiro reserva Higashiguchi após o último treino da equipe.

Além do adversário qualificado e das próprias limitações, os japoneses têm que superar um obstáculo emocional: a preocupação com o terremoto de 6,1 de magnitude que atingiu a cidade de Osaka, causando três mortes - dentre elas a de uma menina de 9 anos - e ferindo centenas de pessoas. Alguns jogadores do elenco têm parentes e amigos que moram na cidade e até jogaram no time local.

Ao menos o atacante Shinji Okazaki, maior artilheiro em atividade da seleção, deve estar em campo. Akira Nishino não confirmou o jogador entre os titulares, mas avisou que ele não sente mais as fadigas musculares que o tiraram de algumas atividades e relacionou o atacante para a partida.

 

 

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