Colombianos apostam em James Rodríguez para vencer

Escolhido pela Fifa como o melhor jogador da Copa até agora, meia assume a responsabilidade de protagonista do time

Ronald Lincoln Jr, O Estado de S. Paulo

28 de junho de 2014 | 05h00

A principal arma da Colômbia para esta partida é também o melhor jogador da primeira fase da Copa do Mundo, de acordo coma Fifa. Isso mesmo. Melhor que o holandês Robben, e os artilheiros Messi e Neymar.

O meia James Rodríguez, de 22 anos de idade, assumiu a responsabilidade de liderar a equipe colombiana na Copa, depois de o principal jogador do time, o atacante Falcao Garcia – seu companheiro de clube (Monaco) –, ter sido cortado da competição por causa de uma contusão. E, apesar da juventude, Rodríguez está dando conta.

"Ser eleito o melhor da fase de grupos certamente dará ainda mais motivação. Se cada um estiver bem individualmente, o coletivo sai fortalecido", comentou o goleiro Ospina. Habilidoso com a perna esquerda, ele tem dado trabalho aos marcadores aplicando dribles desconcertantes e rápidos. Camisa 10 daqueles clássicos, é elegante, criativo e eficiente. Dos 11 chutes arriscados no gol, errou apenas um e ainda ostenta 72,9% de aproveitamento nos passes.

Além disso, tem se mostrado um goleador, é o artilheiro da equipe na Copa com três gols marcados, um em cada jogo, e - também deu duas assistências.

Se vencer o Uruguai, os colombianos conquistarão uma marca histórica. A seleção, que tem 100% de aproveitamento até agora, nunca passou das oitavas de final em uma Copa. Seu melhor desempenho ocorreu há 24 anos, no Mundial de 1990, quando foi eliminado por Camarões nas oitavas de final.

A última participação em Copas do Mundo foi em 1998, na França, e tanto tempo longe da elite do futebol aumenta a pressão por um bom desempenho no Brasil.

"Passamos muito tempo sem participar (de uma Copa), temos de mostrar superação, nossos valores, nossos jogadores. Temos de ter muita garra, força, vontade, é um jogo que sempre quisemos jogar", disse o treinador, José Pekerman

A partida com o Uruguai promete ser o desafio mais complicado para a Colômbia até agora. Mesmo com a ausência de Suárez, principal jogador da seleção adversária, o goleiro Ospina aposta em um jogo duro contra a Celeste. “O Uruguai tem muitos jogadores conhecidos internacionalmente, como Cavani e Rodríguez”, lembrou Ospina. "Sabemos da capacidade deles, que nunca veem nada perdido, que a cada partida gastam até a última gota de suor", destacou o goleiro.

DESEMPENHO

Para o treinador argentino, a Colômbia terá de ter uma atuação quase irrepreensível se quiser avançar na Copa do Mundo. "A chave (para a vitória) vai ser tudo. Numa partida decisiva, todas as situações são importantíssimas. Temos de ter o domínio da bola, aproveitar as oportunidades, defender bem e ter a capacidade de tomar boas decisões", considerou Pekerman.

Desde a chegada da delegação colombiana ao Rio de Janeiro, a solidariedade dos torcedores foi constante. No último treino antes do jogo, ontem à tarde, cerca de 20 deles estiveram em frente à entrada do estádio de São Januário para apoiar o time. A atividade foi aberta à imprensa por 15 minutos, e foi fechada aos torcedores. 

Mesmo do lado de fora, os colombianos não paravam de cantar, e os gritos chegavam em bom som ao gramado. É uma prévia do que deve ocorrer no Maracanã hoje.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.