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Colunista convidada: 'O primeiro desafio é financeiro', diz Glenda Kozlowski

Em 2020, teremos um futebol menos chato e mais emocionante com o Flamengo puxando a fila

Glenda Kozlowski, jornalista, O Estado de S.Paulo

20 de janeiro de 2020 | 10h30

Clubes grandes e consolidados entraram em 2020 rifando jogadores por causa de custos. A ordem é enxugar ao máximo! O Palmeiras milionário, por exemplo, mostrou que a rédea para 2020 está curta. Bem curta! Os clubes estão percebendo e aceitando que as finanças precisam estar em dia. Contas no azul, no futebol atual, significam títulos. Em campo? Vamos lá.

Muitos times passaram os últimos anos jogando na retranca, com o lema de que 1 a 0 no placar já estava de bom tamanho. Em 2020, acredito que não será assim. Afinal, o futebol veloz, ofensivo, jogado para frente, com intenção de gol, está na moda novamente.

O técnico português Jorge Jesus fez uma revolução tática e no preparo físico e mental dos jogadores do Flamengo e isso terá repercussão. O Corinthians, por exemplo, vai passar por uma transformação interessante. Estou curiosa para ver o trabalho do técnico Tiago Nunes. Ele mandou bem no Athletico-PR e foi campeão da Copa do Brasil jogando uma bola boa de se ver. O ponto forte do Corinthians, sem dúvida, foi a contratação do Luan, ex-Grêmio. Veremos um Corinthians em 2020 no ataque, e não mais de defesa.

Já o Palmeiras com o Vanderlei Luxemburgo pode ser um enorme sucesso ou um enorme desastre. Sem meio termo! Eu aposto no sucesso.

Na minha opinião, Luxemburgo fez um excelente trabalho no Vasco. Ele mostrou que técnico com quilometragem ainda tem espaço sim e pode até surpreender. Ou já se esqueceram do 4 a 4 contra o poderoso Flamengo no ano passado?

Outra aposta do Luxemburgo e da diretoria palmeirense, fugindo à regra dos últimos anos, é aproveitar a base. Jogadores que são “cria da casa” e que mandaram bem em 2019 estarão em campo nesta temporada. Luxemburgo gosta e tem muito a acrescentar no desenvolvimento da garotada. Nota 10. Gostei!

O Flamengo será o Flamengo de sempre. Com a mesma intensidade, muito à frente dos outros clubes. O grande desafio do campeão brasileiro e da Libertadores é mostrar que o sucesso de 2019 não foi apenas um furacão, e que em 2020 a superioridade será a mesma. Será a consolidação da tabelinha: boa administração financeira com time de primeira?

Acho que, mesmo se o Jesus for embora, deixará um legado para jogadores e diretoria. Mas se o Gabigol não renovar, aí sim vai fazer muita falta. Mesmo assim, tem gente que pode pegar o posto de goleador.

Jesus abriu caminho para compatriotas. Temos mais um português no futebol brasileiro: Jesualdo Ferreira, no comando do Santos.  Ele chegou já testando Jobson em outras posições, mas nos treinos a espinha dorsal da equipe tem sido a mesma deixada por Jorge Sampaoli.

Resumindo, amigos, em 2020 teremos retranca somente nos gastos! Para mim, teremos um futebol menos chato e mais emocionante com o Flamengo puxando a fila. Veremos.

* GLENDA KOZLOWSKI É JORNALISTA E APRESENTADORA

O Estado publica às segundas-feiras colunas escritas por técnicos, ex-jogadores e comentaristas convidados a fazer análises. Muricy Ramalho inaugurou esse espaço na semana passada com as suas expectativas para Corinthians, Santos e Palmeiras depois de os três clubes paulistas trocarem seus treinadores para a temporada 2020. Leia aqui.

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