Nilton Fukuda / Estadão
Nilton Fukuda / Estadão

Colunista convidado: 'O Corinthians terá uma tarefa dura na Libertadores', diz Oswaldo de Oliveira

Foram poucos jogos na temporada, é um treinador novo e que está conhecendo ainda o time

Oswaldo de Oliveira, O Estado de S.Paulo

03 de fevereiro de 2020 | 10h30

O Corinthians ainda não está pronto para a estreia na pré-Libertadores. O time terá uma tarefa dura contra o Guaraní, do Paraguai. Ainda foram poucos jogos na temporada, é um treinador novo e que está conhecendo ainda o time. Pelo menos no clássico a equipe fez uma boa partida, aproveitou bem as oportunidades, foi competitivo e mereceu vencer.

Ainda é início de temporada. Por isso, as equipes estão em construção. O adversário do Corinthians, o Guaraní, do Paraguai, vem de bons resultados recentes. Então, o confronto será difícil. Mas acho que o clássico ajudou na preparação do time para iniciar a caminhada na Libertadores.

Como todo clássico, a partida neste domingo foi aguerrida e disputada. O Corinthians soube tirar vantagem por jogar dentro de casa. Mas ainda são duas equipes novas, com os treinadores Tiago Nunes e Jesualdo Ferreira ainda em início de trabalho. Por isso, não se pode esperar muito.

Como destaques, vejo que o lateral Fagner fez uma excelente partida. O argentino Boselli também esteve muito bem no jogo, assim como o colombiano Cantillo mostrou ser um grande jogador. Isso é ótimo para o Corinthians. Já o Santos, por sua vez, foi um time muito mexido, porque perdeu muitos jogadores. A grande perda foi não ter no ataque os dois principais homens (Marinho e Soteldo). Por não jogarem, o time perdeu velocidade.

Por estar em reconstrução, o Santos facilitou muito a tarefa do Corinthians, que se fechou bem, ocupava melhor os espaços e fazia maior presença numérica no meio-campo. Um exemplo dessa superioridade foi nas viradas de jogo, principalmente com o Fagner. A participação dele no gol do Everaldo foi muito boa, com uma grande jogada.

No segundo tempo, o jogo teve o segundo gol e a expulsão do Janderson. Por isso, a partida ficou com outra característica totalmente diferente. O Santos mexeu, até ficou com quatro atacantes em campo. Mas não conseguiu ter mobilidade para furar o bloqueio. O Corinthians mostrou ótima organização defensiva e até quase fez um gol, mesmo com um jogador a menos.

Na parte final do clássico, o Santos se limitou apenas a cruzar a bola para a área. É um time que ainda tem muito para treinar e se entrosar. Ainda está realmente começando um trabalho. Portanto, ainda está se desenvolvendo. O Jesualdo está em um processo de conhecer os jogadores. E tudo isso deve ser levado em consideração.

OSVALDO DE OLIVEIRA É TÉCNICO DE FUTEBOL

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