Nilton Fukuda/AE
Nilton Fukuda/AE

Colunista convidado: 'Os grandes ainda estão devendo no Paulistão', diz Basílio

Para o herói do título corintiano de 1977, gigantes paulistas não renderam o que se esperava

Basílio, ex-jogador do Corinthians, O Estado de S.Paulo

17 de fevereiro de 2020 | 11h26

Os resultados da 6ª rodada do Campeonato Paulista mostram que os chamados times grandes (Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo) ainda estão devendo no torneio. Ainda não tiveram uma atuação convincente ou que justificasse os investimentos feitos nas últimas temporadas. O esperado era que eles já estivessem mais entrosados e com um futebol mais vistoso nesta altura do torneio, mas não é o que está acontecendo. Todos os quatro ainda vão precisar de mais tempo. 

Por incrível que pareça, o Corinthians conseguiu superar a eliminação na fase preliminar Libertadores de maneira rápida. Mesmo com o baque sofrido na quarta-feira, dentro de casa, a equipe se portou bem, principalmente do ponto de vista emocional, no clássico com o São Paulo. Agora, a equipe vai ter de evoluir na questão tática. O técnico Tiago Nunes tem um trabalho grande pela frente, mas mostrou que tem condições de fazer o time jogar para a frente, não ficar só na defesa.

Foi uma pena que o clássico tivesse terminado com um empate por 0 a 0. As equipes criaram muitas oportunidades, dos dois lados, mas erraram muito nas finalizações. Pelas chances criadas, o clássico disputado sábado no Morumbi fez lembrar as grandes partidas das décadas de 1970 e 1980, com placares de 3 a 3 ou 4 a 4, por exemplo. Mas ficou faltando o gol. Fica mais uma lição para os treinadores: é preciso treinar finalizações. 

O Palmeiras é a equipe que parece mais entrosada, um pouco à frente das outras. A vitória sobre o Mirassol, de virada, na estreia do gramado sintético no Allianz Parque, mostrou que a equipe tem variações importantes. As substituições feitas pelo técnico Vanderlei Luxemburgo tiveram papel decisivo no resultado. 

Por outro lado, o Santos está sofrendo no torneio e vai sofrer ainda mais. O problema central não foi a troca de treinador, de Jorge Sampaoli para Jesualdo Ferreira, para sim a saída de peças importantes. O novo treinador tem um time mais fragilizada nas mãos. Sem Soteldo e Sánchez, o time se torna comum e previsível. As limitações ficaram evidentes no empate diante da Ferroviária por 0 a 0. Sem contratações, a equipe corre riscos. O time pode até avançar às fases finais, mas terá problemas nas fases mais agudas. 

BASÍLIO É EX-JOGADOR DE FUTEBOL

Estado publica às segundas-feiras colunas escritas por técnicos, ex-jogadores e comentaristas convidados a fazer análises. Leia os textos de Muricy RamalhoGlenda KozlowskiMarcela Rafael e Pepe. 

 

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