Valentyn Ogirenko / Reuters
Valentyn Ogirenko / Reuters

Com 11 brasileiros no elenco, Shakhtar Donetsk busca novo título da Liga Europa

Time ucraniano virou espécie de 'embaixada brasileira'; nenhum outro clube do Velho Continente tem tantos jogadores do País

Redação, O Estado de S.Paulo

18 de fevereiro de 2021 | 08h00

Nenhum time da Liga dos Campeões ou da Liga Europa tem mais brasileiros do que o Shakhtar Donetsk. O clube ucraniano, que se tornou uma verdadeira embaixada brasileira no Velho Continente, enfrenta o Maccabi Tel Aviv, de Israel, nesta quinta-feira, em busca do seu segundo título da Liga Europa com nada menos do que 11 jogadores brasileiros à disposição.

A ligação do Brasil com Donetsk tem nome próprio: Mircea Lucescu, romeno que foi técnico do time de 2004 a 2016. Ele fala português e sempre gostou de ter jogadores brasileiros. Além de pagar melhor e com uma moeda de maior valor, o dólar, o clube é bem estruturado e mantém as portas abertas para jogadores do Brasil.

Ex-capitão da seleção da Romênia, o treinador se apaixonou pelos brasileiros durante uma turnê por São Paulo, Fortaleza, Porto Alegre, Belo Horizonte e Salvador antes da Copa do Mundo de 1970. O Mundial do México o deixou ainda mais apaixonado pelos atletas brasileiros. "Desde então, tenho aquele grande carinho e amor pelo Brasil, pelo futebol brasileiro, pelo samba, por todas essas pessoas", revelou anos atrás.

Em 2002, o atacante Brandão foi o primeiro brasileiro a defender o Shakhtar Donetsk. Era ano de Copa do Mundo e o Brasil foi campeão no Japão, com o time de Felipão, ao bater a Alemanha com dois gols de Ronaldo. Em 2004, Lucescu contratou quatro brasileiros de uma vez só. Ano a ano, esse número só foi crescendo e o Shakhtar conta atualmente com onze brasileiros no elenco, além de Marlos e Junior Moraes, que naturalizaram-se para defender a seleção ucraniana. Dos participantes da Liga Europa, o Sporting de Braga (10) e o Benfica (8) são os outros times que também contam com vários brasileiros no grupo.

Com Lucescu, o Shakhtar conquistou sete Supertaças e seis taças locais, além da Liga Europa de 2009, onde Luiz Adriano e Jadson marcaram os gols na final contra o Werder Bremen, da Alemanha. Com o treinador, a estratégia do Shakhtar Donetsk ia além do futebol: o clube faturou milhões revendendo jogadores brasileiros. Comprava os atletas na formação e servia de vitrine para eles na Europa.

O atacante Alex Teixeira, por exemplo, foi comprado do Vasco por 6 milhões de euros e vendido ao Jiangsu Suning, da China, por 50 milhões de euros em 2016. Já Fernandinho saiu por 7,8 milhões de euros do Atlhetico-PR e foi para o Manchester City por 40 milhões de euros em 2013. O último grande negócio foi em 2017, com a venda por 59 milhões de euros de Fred ao Manchester United – o jogador saiu do Internacional por 15 milhões de euros.

Apesar de o Shakhtar Donetsk ter sido eliminado na fase de grupos da Liga dos Campeões, o time venceu o Real Madrid duas vezes e não perdeu para o Inter de Milão. Por isso, a expectativa é que  Tetê, Taison, Dentinho, Maycon, e Dodô possam repetir a campanha de 2009 e levar a equipe ao título da Liga Europa. Concentrados para a decisão da Liga Europa, os brasileiros do time não foram liberados para atender ao Estadão/ COM AFP

​Os brasileiros do Shakhtar Donetsk

Vitão (zagueiro)

Dodô (lateral)

Ismaily (lateral)

Alan Patrick (meio-campista)

Maycon (meio-campista)

Marcos Bahia (meio-campista)

Fernando (meio-campista)

Taison (atacante)

Dentinho (atacante)

Tetê (atacante)

Marquinhos Cipriano (atacante)

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