Com 3 de William e polêmica, Náutico bate Santa Cruz e ambos ficam perto da queda

Equipes ocupam a 19ª e 18ª posições na tabela de classificação, respectivamente

Estadão Conteúdo

04 Novembro 2017 | 20h14

No ano do centenário do "Clássico das Emoções", o Náutico venceu o Santa Cruz por 3 a 2, neste sábado, no estádio do Arruda, no Recife, pela 33.ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B. O final foi polêmico, com lances duvidosos e decisivos. William marcou os três gols do clube alvirrubro, que continua na 19.ª e penúltima posição com 31 pontos, um atrás do rival, em 18.º lugar. Ambos estão bem perto de cair abraçados para a Série C.

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Esta vitória deu ao Náutico um troféu oferecido pela Federação Pernambucana de Futebol (FPF) por ter melhor retrospecto no ano sobre o Santa Cruz. Em oito jogos foram três vitórias, contra dois do rival e três empates. O troféu levou o nome de Gena (Genival Costa de Barros Lima), ex-lateral do clube alvirrubro.

Com a maioria de torcedores nas arquibancadas, o Santa Cruz tratou de tomar as iniciativas ofensivas. Para tanto, apostou na movimentação de seus atacantes, que aproveitavam bem o setor esquerdo ofensivo. Por ali surgiram as melhores chances do time, que teve maior volume em campo.

A melhor oportunidade saiu aos 25 minutos, quando Bruno Paulo deu o corte para dentro e chutou de fora da área. A bola quicou na frente do goleiro Jefferson, que de voleio espalmou. A bola ainda tocou na trave direita antes de ir para escanteio.

Na primeira chegada ao ataque, o Náutico abriu o placar. David, pelo lado direito, fez o levantamento para a segunda trave, onde o veterano William apareceu para cabecear de cima para baixo. Gol aos 32 minutos. Pouco depois, aos 36, Dico entrou na área pela esquerda e soltou a bomba, exigindo boa defesa de Julio Cesar, que rebateu para frente.

O Santa Cruz empatou no final da etapa. Breno fez falta em cima de André Luís na meia lua da grande área. O zagueiro Anderson Salles bateu em curva, aproveitando a barreira mal formada pelo goleiro Jefferson. Tudo igual aos 46 minutos. Há sete meses, o especialista em faltas não balançava as redes. E o time tricolor quase virou o placar, quando Derley apareceu na pequena área, desviou com o pé direito e Jefferson fez grande defesa.

O segundo tempo começou movimentado. Logo aos três minutos, o Santa Cruz virou o placar. Ricardo Bueno recebeu a bola na direita, deu o drible de corpo em Amaral e levantou na segunda trave para a cabeçada de João Paulo. No minuto seguinte, quase Dico empatou para o Náutico, mas Anderson Salles salvou em cima da linha de gol.

O Santa Cruz continuava na pressão e Derley soltou a bomba, aos sete minutos, com Jefferson rebatendo e o zagueiro Breno aliviando. Parecia que o time tricolor iria ampliar, mas levou o empate. Após escanteio, Breno desviou na pequena área e a bola sobrou para o oportunista William, que de pé esquerdo mandou no cantinho, aos 13.

A partir daí, o jogo ficou aberto e os dois times criaram chances. Mais o Santa Cruz em chutes de longa distância. Nos minutos finais, aconteceram os lances mais polêmicos. Aos 45 minutos, Rafinha lançou William em velocidade. Ele ajeitou a bola de cabeça e correu em direção à área, onde se chocou com Julio Cesar. O árbitro paulista Thiago Duarte Peixoto entendeu ter sido pênalti, em um lance muito duvidoso.

O jogo ficou parado por vários minutos, inclusive com a expulsão do técnico Marcelo Martelotte e toda sua comissão técnica por reclamação. Na cobrança, o artilheiro William bateu forte à meia altura no canto direito de Julio Cesar, aos 50. Mas na saída de bola houve outro lance polêmico, só que dentro da área do Náutico aos 54. Joazi se desequilibrou e derrubou Augusto, em um suposto pênalti. Mas, desta vez, não foi marcado. Daí gerou reclamação geral dos jogadores.

O mais exaltado foi Derley, que deve ter ofendido o árbitro e recebeu o cartão vermelho. Visivelmente descontrolado, o volante manteve a pressão no árbitro e acertou uma cabeçada no olho direito de Thiago Duarte Peixoto. Houve nova paralisação de cinco minutos, inclusive com a presença de policiais para proteger o quinteto de arbitragem. Depois o reinício da partida teve mais três minutos de aflição.

Nesta terça-feira, pela 34.ª rodada, o Santa Cruz vai enfrentar o Vila Nova, às 19h15, no estádio Serra Dourada, em Goiânia. O Náutico vai receber o Paysandu, a partir das 20h30 (de Brasília), na Arena Pernambuco, no Recife.

FICHA TÉCNICA

SANTA CRUZ 2 x 3 NÁUTICO

SANTA CRUZ - Julio Cesar; Nininho, Guilherme Mattis, Anderson Salles e Yuri; Derley, João Ananias (Jeremias) e João Paulo; Bruno Paulo (Augusto), Ricardo Bueno e André Luís (Hallef Pitbull). Técnico: Marcelo Martelotte.

NÁUTICO - Jefferson; David (Joazi), Breno Calixto, Aislan e Henrique Ávila; Amaral, Diego Miranda (William Schuster) e Bruno Mota (Iago); Rafinha, William e Dico. Técnico: Roberto Fernandes.

GOLS - William, aos 32, e Anderson Salles, aos 46 minutos do primeiro tempo; João Paulo, aos 3, e William, aos 13 e aos 50 (pênalti) minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS - Yuri, Nininho e João Paulo (Santa Cruz).

CARTÃO VERMELHO - Derley (Santa Cruz).

ÁRBITRO - Thiago Duarte Peixoto (SP).

RENDA - R$ 44.540,00.

PÚBLICO - 8.564 pagantes.

LOCAL - Estádio do Arruda, no Recife (PE).

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