Lucas Figueiredo/CBF
Lucas Figueiredo/CBF

Com a vaga em risco, Brasil enfrenta a Argentina para garantir lugar em Tóquio

Após seguidos tropeços, time de André Jardine precisa vencer rival ou de um empate, dependendo de outros resultados

Leandro Silveira, O Estado de S.Paulo

09 de fevereiro de 2020 | 04h32

A seleção brasileira sub-23 enfrenta a Argentina neste domingo, às 22h30 (horário de Brasília), em Bucaramanga, na Colômbia, buscando frear a queda de rendimento apresentada nos dois primeiros compromissos da fase decisiva do Pré-Olímpico para obter sua vaga nos Jogos de Tóquio.

Com dois pontos, o Brasil precisa de uma vitória para se garantir na Olimpíada. Mas é possível que um empate seja suficiente, o que a seleção saberá minutos antes de entrar em campo, com o encerramento do duelo entre Colômbia e Uruguai, que vão duelar às 20 horas, pois ambos estão com um ponto - a Argentina, com seis, se classificou antecipadamente.

Embora dependa apenas das suas forças e em um duelo contra uma equipe que está garantida na Olimpíada, a situação do Brasil não é tranquila. Afinal, após sobrar na fase de grupos do Pré-Olímpico, com quatro vitórias e 100% de aproveitamento, caiu de rendimento no quadrangular e ainda não venceu. E chegou a estar em desvantagem nos confrontos com Colômbia e Uruguai.

O resultado determinará em qual caminho essa geração sub-23 poderá se colocar na história: se ao lado das equipes que não conseguiram a classificação olímpica, como nas edições de 1980, 1992 e 2004, ou se recebendo a chance de buscar a segunda medalha de ouro consecutiva.

A insegurança do sistema defensivo, que sofreu sete gols em seis jogos, só não sendo vazado na estreia, preocupa o técnico André Jardine. E já desfalcado antes mesmo do Pré-Olímpico pela recusa de clubes para liberar jogadores e pela lesão sofrida por Walce, passou por mudanças durante o torneio.

E o treinador ainda terá um problema para o confronto com a Argentina, pois Nino está suspenso. A sua vaga deverá ser ocupada por Robson Bambu, que começou o qualificatório como titular, mas foi barrado. Agora, então, deverá atuar novamente ao lado de Bruno Fuchs. O lateral-direito Dodô, em tratamento por causa das dores no tornozelo que o deixaram fora do duelo de quinta-feira com o Uruguai, também é dúvida, com Guga tendo boas chances de se manter na equipe.

O ataque também não vem brilhando no quadrangular. Após marcar 11 gols no quatro jogos da fase de grupos, a equipe só foi duas vezes às redes. E Jardine deve alterar o quarteto ofensivo, colocando Reinier na vaga que vinha sendo de Antony, completando o setor com Pedrinho, Paulinho, e Matheus Cunha.

"A gente tem que impor nosso jogo, não só na qualidade técnica. Temos que entrar nos mínimos detalhes, de ganhar a primeira dividida, a primeira bola e sermos eficientes. Vai ser um grande jogo, porque eles têm um grande time. Nós sabemos que, em todas as situações, vai ser difícil. Sabemos que os reservas entram e querem aproveitar a oportunidade e também que jogar sem responsabilidade é um ponto forte", afirmou Pedrinho.

Adversária do Brasil, a Argentina faz campanha impecável na Colômbia, tendo vencido os seis jogos que disputou no qualificatório. O time tem o melhor ataque do torneio, com 14 gols, só foi vazado cinco vezes e tem Alexis Mac Allister como o artilheiro da disputa, tendo marcado quatro vezes.

A partida, porém, não tem nenhuma valia para a Argentina, a não ser deixar o rival Brasil fora da Olimpíada, pois a equipe já assegurou a vaga em Tóquio e o título do torneio. E a equipe tem três desfalques por suspensão: o meia Capaldo e os atacantes Gaich e Urzi.

"Sabemos que será um jogo muito difícil. É um clássico e reúne duas das melhores seleções.  Temos que entrar focados, pensando nos mínimos detalhes. Não é só na qualidade, mas na vontade também. Gana de querer vencer e sair com a classificação", acrescentou Paulinho.

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