Cesar Greco/Ag. Palmeiras
Cesar Greco/Ag. Palmeiras

Com chegada de Mano Menezes, Palmeiras reativa cargo que estava vago há dois anos

Clube decide transferir o preparador físico Omar Feitosa e reativar a função de coordenador científico

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

04 de setembro de 2019 | 04h30


A contratação do treinador Mano Menezes, oficializada pelo Palmeiras nesta terça-feira, mexeu com a estrutura da comissão técnica do clube. Como o novo treinador chegará com o auxiliar Sidnei Lobo e o preparador físico Eduardo Silva, a equipe alviverde reformulou a distribuição de profissionais e definiu que Omar Feitosa deixa de ser preparador físico para atuar como coordenador científico, cargo que estava vago há dois anos.

Feitosa assumirá nesta nova etapa a tarefa de desenvolver a performance de cada um dos atletas e ajudar também na evolução da equipe. O trabalho dele será o de comunicar o fluxo de informações entre todos os departamentos com relação direta ao time profissional, como preparação física, fisioterapia, fisiologia, análise de desempenho e nutrição. 

Com estudos, dados e análises, caberá ao novo coordenador científico traçar o perfil de cada jogador e detectar como ele conseguiria render mais para a estratégia designada pelo treinador. Assim, se pode, por exemplo, avaliar se um determinado atleta tem mais facilidade para desenvolver um lance ofensivo a partir de um passe direcionado aos seus pés ou ao receber um lançamento em velocidade.

O Palmeiras teve pela última vez um profissional nessa função em 2017: Altamiro Bottino chegou ao clube em 2015 depois de passar por seleção brasileira, Fluminense, Coritiba e Botafogo. A demissão dele, em julho daquele ano, gerou surpresa nos bastidores. Um mês depois, o São Paulo contratou Bottino e o mantém desde então como coordenador científico do clube.  

A demissão do técnico Luiz Felipe Scolari, na segunda-feira, confirmou também as saídas dos dois auxiliares dele, Carlos Pracidelli e Paulo Turra. No entanto, o clube mantém no quadro da comissão técnica o auxiliar fixo, Andrey Lopes, o Cebola, contratado no ano passado após ter sido assistente técnico de Dunga na seleção brasileira entre 2014 e 2016.

Quem deve ter um papel importante neste trabalho de Mano é o novo auxiliar, Sidnei Lobo. O ex-volante atua junto com Mano desde 2003, quando ainda comandavam equipes do interior do Rio do Grande do Sul. Como jogador, ele defendeu times como São Paulo, Ponte Preta, e Athletico-PR. 

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