Com adiamento de jogo, seleção apenas aquece e volta ao hotel

Chuva em Buenos Aires provocou alagamentos na cidade

RAPHAEL RAMOS, O Estado de S. Paulo

12 de novembro de 2015 | 23h25

O adiamento da partida contra a Argentina para esta sexta-feira, por causa do forte temporal que caiu em Buenos Aires no início da noite desta quinta, provou um dia pouco comum aos jogadores da seleção brasileira. Depois de toda a preparação durante a semana em São Paulo, a viagem para a capital argentina e o descanso durante o dia para o confronto, a delegação chegou ao Monumental de Nuñez e o máximo que pode fazer foi bater uma bola no vestiário do estádio do River Plate.

A forte chuva que castigou Buenos Aires provocou vários pontos de alagamento na cidade. O gramado do estádio ficou completamente encharcado e, em comum acordo, CBF, AFA (Associação de Futebol Argentino) e Conmebol chegaram à conclusão de seria impossível disputar uma partida de futebol naquelas condições.

 

O anúncio oficial do adiamento da partida ocorreu às 21h20 (no horário de Brasília), ou seja, 40 minutos antes do início previsto do jogo. Optou-se por nem esperar o horário da partida porque a previsão meteorológica indicava que a chuva iria ficar ainda mais intensa, com possibilidade até de queda de granizo, o que acabou não se confirmando.

Assim que a delegação brasileira chegou ao Monumental de Nuñez, às 20h45 (horário de Brasília), integrantes da comissão técnica foram ao gramado avaliar as condições do campo. As piores partes eram nas laterais e perto dos gols. "Tivemos uma reunião com toda a arbitragem e o presidente da AFA (Luis Miguel Segura). O árbitro (o paraguaio Antonio Arias) também foi até o campo e não conseguia nem andar. Ele disse que não tinha a mínima condição de jogo", disse o coordenador de seleções da CBF, Gilmar Rinaldi.

No momento em que os dirigentes decidiram adiar a partida, as arquibancadas do Monumental de Núñez estavam praticamente vazias. Milhares de torcedores não conseguiram chegar ao estádio porque as ruas do entorno ficaram alagadas. A expectativa era de público superior a 55 mil pessoas. "Além da segurança dos atletas, tivemos a preocupação com o público, as pessoas que compraram ingresso. Jogar um Brasil x Argentina nessas condições seria uma tremenda maldade", afirmou Gilmar Rinaldi.

Os jogadores fizeram o trabalho de aquecimento e bateram uma bola nos vestiários com o preparador Fábio Mahseredjian e depois voltaram para o hotel. A AFA chegou a propor à CBF que o jogo fosse realizado nesta sexta-feira às 20 horas (horário de Brasília), mas a delegação brasileira optou por manter a partida na mesma hora desta quinta. "Escolhemos o mesmo horário porque deve chover até 12 horas. À noite, teremos um campo mais seco e as condições de jogo serão melhorares", explicou Gilmar Rinaldi.

LOGÍSTICA

Apesar da mudança do jogo contra a Argentina para esta sexta-feira, a partida entre Brasil e Peru, agendada para terça, em Salvador, está mantida. "O jogo na Fonte Nova está mantido para o mesmo dia. Vamos apenas ter de adaptar a nossa programação. A logística é igual. Toda a programação de sexta-feira (hoje) passou para sábado (amanhã)", disse o coordenador de seleções da CBF.

A delegação brasileira permanecerá em Buenos Aires até a tarde deste sábado. Pela manhã, os jogadores ainda farão um treino regenerativo e depois viajam em voo fretado para a capital da Bahia.


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