Com ajuda do apito, México vence Panamá e vai à final da Copa Ouro

Árbitro marca dois pênaltis polêmicos a favor dos mexicanos

Estadão Conteúdo

23 de julho de 2015 | 09h41

Claramente beneficiado pela arbitragem, que assinalou dois pênaltis inexistentes que decidiram a partida, o México venceu o Panamá por 2 a 1, na prorrogação, em confronto encerrado na madrugada desta quinta-feira (no horário de Brasília), em Atlanta, nos Estados Unidos, e garantiu vaga na final da Copa Ouro.

Desta forma vergonhosa, os mexicanos se credenciaram para encarar na decisão, domingo, na Filadélfia, a surpreendente Jamaica, que na outra semifinal superou os Estados Unidos, também por 2 a 1, em Atlanta, na preliminar do último confronto da noite na competição organizada pela Concacaf.

No duelo, os panamenhos abriram o placar aos 12 minutos da etapa final, quando Roman Torres recebeu escanteio batido pela direita e cabeceou no canto direito baixo do goleiro Ochoa. E o Panamá saiu na frente mesmo estando com um homem a menos em campo desde os 25 minutos do primeiro tempo, quando Luis Carlos Tejada foi expulso.

Mas, quando parecia que o triunfo panamenho já estava decretado, começou a aparecer de forma negativa a figura do árbitro norte-americano Mark Geiger. Aos 44 minutos, ele marcou pênalti depois de Torres ter caído sobre a bola e encostado o braço esquerdo de forma involuntária na mesma, após disputa aérea com um jogador mexicano.

A revolta dos panamenhos foi tão grande com a marcação do juiz que o pênalti demorou mais de dez minutos para ser cobrado. E, depois de muita reclamação, Andrés Guardado bateu e deixou tudo igual, levando a partida para a prorrogação.

E já na primeira etapa do tempo extra, o México voltou a contar com a ajuda do árbitro para voltar a marcar. Javier Orozco foi lançado na área e, ao receber o combate de Harold Cumming, se jogou após o choque e Geiger assinalou nova penalidade. Guardado foi de novo para a bola e decretou a virada no placar.

Os erros do árbitro foram tão claros que até mesmo o técnico do México, Miguel Herrera, admitiu que a sua seleção "não mereceu ganhar". "Não tenho problemas em reconhecer os erros arbitrais e que nos favoreceram, mas não é nossa responsabilidade (apitar), que é a de jogar bem, o que tampouco fizemos", disse.

Como forma de protesto contra a arbitragem de Geiger, os jogadores da seleção panamenha chegaram a postar nas redes sociais uma foto na qual posam no vestiário do Estádio Georgia Dome com uma faixa que trazia em destaque a frase "Concacaf Ladrones" e, logo abaixo dela, a palavra "corruptos" por três vezes.

Tudo o que sabemos sobre:
futebolCopa OuroMéxicoPanamá

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.