Com apito polêmico, São Paulo e Santos ficam no 0 a 0 no Morumbi

Apesar do placar inalterado, as duas equipes fazem um jogo movimentado desde o início

Fernando Faro, O Estado de S. Paulo

23 de fevereiro de 2014 | 18h08

SÃO PAULO - O São Paulo até foi superior e mostrou mais consistência do que nos últimos jogos, mas precisou se contentar com o empate por 0 a 0 com o Santos, no Morumbi, e aumentou o amargo jejum de vitórias em clássicos para 12 jogos. A partida foi marcada pela postura ofensiva dos dois times e também por erros crassos da arbitragem, que irritaram são-paulinos e santistas.

Ciente de que era preciso fazer algo para mudar a cara do time e torná-lo mais competitivo, Muricy Ramalho surpreendeu: tirou Ganso e Ewandro e lançou Osvaldo e Douglas. A paciência do treinador com o meia acabou e ele abriu mão do seu talento para apostar numa equipe mais "operária" e leve.

Após os primeiros minutos nada promissores – Rogério Ceni entregou duas bolas nos pés dos adversários e só não sofreu os gols porque Antonio Carlos e Rodrigo Caio salvaram –, ficou a impressão de que o Tricolor seria facilmente envolvido pelo Santos. Mas as coisas mudaram com o passar do tempo e rapidamente os donos da casa neutralizaram o rival e passaram a comandar as ações, muito graças ao fato de ter efetivamente 11 jogadores se movimentando e correndo, o que não acontece quando Ganso está em campo.

Cabe dizer que a história do jogo poderia ter sido diferente se o São Paulo não tivesse sido prejudicado em dois lances cruciais, em que o auxiliar Marcelo Van Gasse deu impedimento quando Osvaldo e Luis Fabiano sairiam sozinhos na cara do gol. No lance envolvendo o camisa nove, ele sofreu pênalti de Aranha, mas a jogada estava parada, revoltando os jogadores. O Santos também se queixou: aos 45 do segundo tempo, Rildo foi derrubado dentro da área e Marcelo Aparecido de Souza marcou pênalti, mas voltou atrás após constatar o impedimento do atacante santista.

Quem esperava ver um Santos solto e voluntarioso surpreendeu-se com uma equipe sem inspiração e que aceitou passivamente o jogo imposto pelo rival. Grande destaque nos últimos meses, Cícero quase não apareceu nos 90 minutos e não encontrou espaço para jogar. Ainda assim, foi do Santos a melhor oportunidade do dia, em cabeçada de Leandro Damião, até então sumido, que exigiu grande defesa de Rogério Ceni, aos 26 do segundo tempo.

No fim, os espaços surgiram muito por causa do cansaço que tomou conta dos jogadores e o empate foi ganhando corpo nos minutos finais. Melhor para o Santos, que navega tranquilo na liderança do Grupo C, com 23 pontos. O São Paulo, por sua vez, perdeu uma ótima chance de encostar no Penapolense (18 pontos) e é o segundo do Grupo A, com 15.

SÃO PAULO 0 x 0 SANTOS

SÃO PAULO - Rogério Ceni; Paulo Miranda, Rodrigo Caio, Antonio Carlos e Alvaro Pereira; Souza, Maicon e Douglas (Ganso); Osvaldo (Ademilson), Pabón e Luis Fabiano. Técnico: Muricy Ramalho.

SANTOS - Aranha; Cicinho, Neto, Gustavo Henrique e Mena; Arouca, Alan Santos (Gabriel) e Cícero; Geuvânio (Rildo), Thiago Ribeiro e Leandro Damião. Técnico: Oswaldo de Oliveira.

CARTÕES AMARELOS - Rodrigo Caio, Geuvânio, Alvaro Pereira, Neto, Osvaldo, Cicinho, Gustavo Henrique.

ÁRBITRO - Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza.

RENDA - R$ 429.610,00.

PÚBLICO - 16.337 pagantes.

LOCAL - Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP).

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