Com apoio da torcida, Brasil encara a China no Recife

Se o apoio da torcida é o que está faltando para a seleção brasileira jogar um bom futebol, então vai ter espetáculo nesta segunda-feira, às 22 horas, no Recife, no amistoso contra a seleção da China. Desde a madrugada de sábado, quando puseram os pés na capital pernambucana, os jogadores e mesmo o técnico Mano Menezes têm sido tratados pelos torcedores com o carinho que tanto pediram nos últimos dias. Portanto, pela própria lógica dos protagonistas, vai ser difícil arranjar uma desculpa convincente caso falte futebol na partida no Estádio do Arruda.

ALMIR LEITE E PAULO GALDIERI, Agência Estado

10 de setembro de 2012 | 12h57

Um exemplo do entusiasmo da torcida foi dado no último domingo, no treino realizado na arena do Santa Cruz, com os portões abertos. Quando os jogadores entraram em campo, foram recebidos com gritos e aplausos - a maioria do cerca de 10 mil torcedores pôs de pé para aplaudir os atletas e a histeria aumentou quando foram saudados por eles.

O único problema é que o Arruda corre risco de não receber grande público. Até o fim da tarde do último domingo, apenas 9.800 dos 55 mil ingressos disponíveis haviam sido vendidos. O fato de o jogo ser disputado na noite de uma segunda, os preços dos bilhetes (entre R$ 30 e R$ 250) e de certa maneira a descrença na equipe foram apontados como fatores que andam afugentando os torcedores. Nem mesmo o fato de os portadores de cartão do programa Todos com a Nota, do governo estadual, poderem pagar meia-entrada está animando os pernambucanos.

Seja como for, a seleção tem ótima oportunidade de apagar ao menos um pouco a má impressão deixada na vitória por 1 a 0 sobre a África do Sul, na última sexta, no Morumbi, quando o time foi bastante vaiado.

Se bem que Mano Menezes e os jogadores já tratam de prevenir para o caso de o futebol da seleção continuar escondido. A expectativa é de que a China monte uma retranca ainda maior do que a feita, no entender dos brasileiros, pela África do Sul. Citam como exemplo, os jogos dos chineses contra a Espanha e a Suécia, quando perderam apenas por 1 a 0 - há 25 dias, o Brasil fez 3 a 0 nos suecos. "A Espanha tem uma das melhores seleções do mundo, indiscutivelmente, e teve dificuldade. Só fez o gol no final da partida. A Suécia também teve problemas", lembrou o técnico.

HOMENAGENS - O presidente da CBF, José Maria Marin, vai aproveitar a partida no Recife para fazer homenagens a pernambucanos. Antes do início do jogo, entregará ao governador Eduardo Campos uma réplica da camisa que o atacante Vavá, nascido no Estado, usou na seleção nas Copas de 1958 e 1962, além de uma medalha. Fará também homenagem ao artista plástico Romero Brito.

E depois da partida desta segunda, Mano Menezes vai anunciar a lista dos convocados para o jogo do próximo dia 19, contra a Argentina, em Goiânia, o primeiro pelo Superclássico das Américas.

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