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Com apoio de 57 mil após confusão, River tenta sufocar Cruzeiro

Será o primeiro jogo da equipe após episódio da Bombonera

RODRIGO CAVALHEIRO - Correspondente em Buenos Aires, O Estado de S. Paulo

21 de maio de 2015 | 07h04

O River Plate entrará em campo nesta noite de quinta-feira, às 22 horas (de Brasília), no Monumental de Nuñez, disposto a esquecer os incidentes do jogo da semana passada contra o Boca Juniors na Bombonera e a conseguir um grande resultado diante do Cruzeiro na partida de ida das quartas de final da Libertadores. Para isso, terá o apoio de sua torcida: os 57 mil ingressos colocados à venda foram comprados.

Os jogadores atingidos por spray de pimenta no jogo interrompido da Bombonera jogarão nesta quinta com os olhos ainda em tratamento. O prazo de cicatrização total das lesões na córnea é de dez dias, segundo o médico do clube, Pedro Hansing. Existe a possibilidade de um deles, o zagueiro Funes Mori, usar uma lente por precaução.

A campanha do time argentino na Libertadores é acidentada. Na primeira fase, começou muito mal, perdeu pontos importantes em casa e arrancou a classificação na última rodada graças a uma combinação de resultados. Avançou como o segundo colocado de pior campanha e teve pela frente nas oitavas de final o melhor time da primeira fase: o Boca, que havia tido 100% de aproveitamento.

Motivado por enfrentar o arquirrival, ganhou o jogo de ida por 1 a 0. E teve sua passagem para as quartas decretada no tribunal da Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) depois que o segundo jogo durou apenas 45 minutos porque torcedores do Boca atacaram jogadores do River com spray de pimenta.

Na partida desta quinta o técnico Marcello Gallardo terá de volta o atacante colombiano Téo Gutierrez, que cumpriu suspensão na Bombonera depois de ter sido expulso na partida de ida. Ele formará dupla com Rodrigo Mora. O desfalque será o meia Driussi - seu substituto será Pity Martínez.

Gallardo quer um time ligado desde o apito inicial e que pressione muito até abrir o marcador para não deixar o adversário esfriar o jogo.

O Cruzeiro é, historicamente, uma pedra no sapato do River. Em 11 confrontos, venceu nove. E ganhou as três finais em que ambos se enfrentaram: Libertadores de 1976, Supercopa de 1991 e Recopa de 1997.

OUSADIA

A equipe brasileira viajou para Buenos Aires disposta a ser mais corajosa do que foi em suas últimas partidas como visitante. O técnico Marcelo Oliveira sabe que os gols marcados fora de casa podem ser decisivos para a definição de quem passará para a semifinal.

Em seus três últimos jogos longe de Belo Horizonte o Cruzeiro foi derrotado por 1 a 0 e criou muito pouco. Foi assim diante do São Paulo na Libertadores e de Corinthians e Santos pelo Brasileiro. O mesmo aconteceu no mata-mata da edição passada da Libertadores, no qual o Cruzeiro perdeu por 1 a 0 para o San Lorenzo em Buenos Aires e depois não conseguiu reverter o placar em casa.

Nesta edição, a equipe mineira venceu apenas uma vez em quatro jogos como visitante. Foi contra o Mineiros, por 2 a 0. Teve um empate (0 a 0 com o Universitário de Sucre) e duas derrotas (3 a 1 para o Huracán e 1 a 0 para o São Paulo).

"Não podemos pensar apenas em nos defender. Quando tivermos a bola precisamos ir para cima deles. E quando a chance de gol surgir, temos de aproveitar", disse o atacante Leandro Damião - artilheiro do time com quatro gols.

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