Lucas Figueiredo/CBF
Lucas Figueiredo/CBF

Com apoio maciço de federações e clubes, Caboclo é eleito presidente da CBF

Dirigente recebeu 135 votos, com uma abstenção, uma ausência e um voto em branco

Almir Leite, Estadão Conteúdo

17 Abril 2018 | 16h34

Rogério Caboclo foi eleito na tarde desta terça-feira presidente da CBF para o período de quatro anos, com mandato iniciando em abril de 2019. Ele recebeu 135 votos, com uma abstenção, uma ausência e um voto em branco.

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Na votação compareceram os 27 presidentes de federação, 19 dos 20 clubes da Série A do Campeonato Brasileiro e os 20 da Série B.

Todos os presidentes de federação votaram em Caboclo, entre eles Reinaldo Carneiro Bastos, da Federação Paulista, e Rubens Lopes, da do Rio de Janeiro, que haviam se declarado oposição, num total de 81 votos. 

Dos clubes da Série A, 17 votaram no candidato único  perfazendo 34 votos. Houve um voto em branco  (Corinthians), uma abstenção (Flamengo) e uma ausência (Atlético-PR). Na Série B os 20 clubes votaram na chapa de Caboclo.

Caboclo não deu entrevista após a eleição. Apenas discursou por cerca de cinco minutos logo após a promulgação do resultado, e prometeu fazer uma gestão "marcada pela eficiência e credibilidade".

Ciente do momento delicado por que passa a entidade, com o afastamento do presidente Marco Polo Del Nero por suspeita de corrupção, ele procurou falar de transparência e modernidade. E de participação. “Vou trabalhar junto com os clubes, atletas, todos que participam do futebol. O Brasil tem o melhor futebol do mundo, precisa crescer fora de campo''.

Dizendo estar “comprometido'' com todos que nele votaram, Caboclo agradeceu o apoio. “Estaremos sempre juntos'', prometeu.

Contrário à eleição do atual diretor de gestão da entidade, o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, votou em branco como forma de protesto. “Não concordo com esse processo.. Não vai mudar nada.''

Andres deu a entender que “Como ele falou no discurso: quem o apoiou vai ter todo o apoio. Quem não apoiou... Então acho que Corinthians, Flamengo e Atlético Paranaense vão ter problemas. Espero que o discurso dele não se cumpra."

O técnico Tite, da seleção brasileira, estava na sede da CBF, mas não acompanhou a votação nem a proclamação do resultado. O coordenador de seleções, Edu Gaspar, representou a comissão técnica.

RUSGAS

O Flamengo também era contra a candidatura de Caboclo e se absteve de votar como forma de protesto. Mas ainda assim Andres Sanchez, o presidente corintiano, disse não estar do mesmo lado de Eduardo Bandeira de Melo, o mandatário rubro-negro. Motivo: proposta que este teria feito a Fabio Carille, técnico do Corinthians. “Eu venho aqui, me posiciono. Cadê ele (Bandeira)? Deve estar sondando o Carille, o Rodriguinho. Ele ofereceu 1 milhão para o Carille. Não vai levar. Tentou tirar o Rodriguinho, não vai tirar. Dpou 50% de desconto e não vai tirar. Ele vai sair e conta vai ficar para o Flamengo.''

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