Laurent Gillieron/EFE
Laurent Gillieron/EFE

Com baixo rendimento, Paulinho pode perder posição na seleção

Meio-campista não teve uma boa atuação diante da Suíça, na estreia brasileiro no Mundial

Ciro Campos e Leandro Silveira, enviados especiais / Sochi, O Estado de S.Paulo

20 Junho 2018 | 05h00

Um dos seis jogadores que disputam a segunda Copa do Mundo consecutiva pela seleção brasileira, Paulinho pode estar vendo na Rússia a repetição de uma história vivida há quatro anos. Destaque da equipe comandada por Tite na campanha de conquista da vaga na Rússia, ele caiu de rendimento nos amistosos preparatórios para o torneio e teve atuação ruim na estreia diante da Suíça.

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A titularidade de Paulinho não está ameaçada para o duelo da próxima sexta-feira com a Costa Rica, em São Petersburgo, mas o compromisso cresceu em importância para o meio-campista, que vê a sombra de Renato Augusto e do passado recente crescer diante da queda de produção.

Paulinho foi uma das decepções do Brasil na Copa de 2014. Depois, ficou pouco mais de dois anos sem atuar pela equipe, sendo resgatado exatamente por Tite. É esse cenário que ele luta para não repetir na Rússia.

Diante da Suíça, Paulinho só não foi menos participativo enquanto esteve em campo do que o centroavante Gabriel Jesus – outro jogador trocado por Tite –, embora desempenhe em campo uma função importante, de auxiliar Casemiro na marcação e compor um triângulo ofensivo com Danilo e Willian.

 

Esse lado do ataque brasileiro, aliás, foi um dos problemas diante da Suíça. O trio, ao contrário do composto por Marcelo, Philippe Coutinho e Neymar, é mais conhecido pela força do que pela qualidade técnica. E deixou Willian isolado.

A favor de Renato Augusto, pesam a qualidade para valorizar a posse de bola, algo que Tite sentiu falta durante o duelo com a Suíça, além da sua apurada visão de jogo. A outra opção de Tite para a vaga de Paulinho é Fred, que se recuperou recentemente de problema no tornozelo.

Certo mesmo é que Paulinho precisa melhorar, recuperando o nível de atuações que fez dele o terceiro maior artilheiro do Brasil sob o comando de Tite, com sete gols marcados.

 

 

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