Nelson Costa / vasco.com.br
Nelson Costa / vasco.com.br

Com boa vantagem, Vasco joga na Bolívia para ir à fase de grupos da Libertadores

Escalação do time está definida e será mesma do jogo de ida

Leandro Silveira, Estadão Conteúdo

21 de fevereiro de 2018 | 06h54

O Vasco dará nesta quarta-feira, às 21h45, o seu último passo para voltar a disputar a fase de grupos da Copa Libertadores. Após vencer o jogo de ida da terceira fase preliminar por 4 a 0, o time defende a sua vantagem, às 21h45, diante do Jorge Wilstermann, em Sucre, no Estádio Olímpico Pátria.

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Sétimo colocado no Campeonato Brasileiro de 2017, campanha que o pôs na Libertadores, o Vasco precisou superar uma série de adversidades nas últimas semanas, o que incluiu a incerteza política até a definição de Alexandre Campello como seu novo presidente, acarretando no atraso na busca por reforços.

Mas apesar dos problemas, o Vasco vem sendo soberano na fase preliminar da Libertadores. Passou pelo chileno Universidad de Concepción pelo placar agregado de 6 a 0 e agora está em vantagem de 4 a 0 sobre o Jorge Wilstermaan, ficando muito próximo de se juntar a Cruzeiro, Universidad de Chile e Racing no Grupo 5 da Libertadores.

O último passo para isso será dado nos 2.800 metros de altitude de Sucre, pois o estádio do Jorge Wilstermann em Cochabamba está em reforma. Preocupado com os efeitos do ar rarefeito, o Vasco optou por realizar a fase final de preparação para o jogo em Santa Cruz de la Sierra, só chegando ao local do duelo nesta quarta-feira.

A escalação vascaína já está definida e sem alterações, ainda mais que o equatoriano Erazo recebeu um segundo jogo de suspensão pelo cartão vermelho recebido contra o Universidad de Concepción. Com isso, Paulão, autor de um dos gols no jogo de ida, seguirá formando a dupla de zaga com Ricardo.

Além disso, aposta no bom momento de Paulinho, autor de dois gols em três jogos nesta edição da Libertadores para complicar ainda mais a tarefa do Jorge Wilstermann, que só avançará de fase com uma vitória por ao menos cinco gols de diferença. E sustentando a vantagem, o Vasco voltará aos grupos da Libertadores pela primeira vez desde 2012.

"Eu já joguei três vezes na altitude, uma a quatro mil metros e outras duas a 2.800. Varia muito de jogador para jogador. Quando joguei em Potosí, a quatro mil metros, eu não senti tanto. Fui jogar com 2.800 e senti bem mais. Alguns vão sentir e outros não. Sobre o que muda em campo, lembro que a bola fica mais rápida, assim como o jogo para o adversário. Temos que saber o momento certo de subir, pois a volta vai ser complicada para nós. Nossa preparação foi boa e já foi passado tudo que deveria ser. Nosso time está pronto fazer uma boa apresentação e voltar para casa com a classificação", disse Wagner, um dos jogadores mais experientes do elenco vascaíno.

Além de não poder jogar no seu estádio, em obras para receber os Jogos Sul-Americanos em maio, o Jorge Wilstermann tem uma tarefa complicada. Para alcançá-la confia no meia brasileiro Serginho, principal articulador do seu setor ofensivo e autor de dois gols na etapa anterior na Libertadores.

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