Anne-Christine Poujoulat/AFP
Anne-Christine Poujoulat/AFP

Com calculadora na mão, México e Suécia decidem vaga às oitavas

Seleções se enfrentam nesta quarta-feira, às 11 horas, em Ecaterimburgo, e podem entrar no caminho do Brasil na Copa

Beto Silva, especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

27 Junho 2018 | 00h00

México e Suécia se enfrentam em briga direta por classificação às oitavas de final da Copa do Mundo nesta quarta-feira, às 11 horas (de Brasília), na Arena Ecaterimburgo, em Ecaterimburgo. A partida, válida pela terceira rodada do Grupo F, vai ter como ilustres espectadores os jogadores e a comissão técnica do Brasil, que pode enfrentar uma das duas equipes na próxima fase - os brasileiros encaram a Sérvia também nesta quarta, mas às 15 horas, em Moscou, pelo Grupo E.

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Mexicanos e suecos entram em campo com a bola nos pés e a calculadora nas mãos. A chave está embolada e os quatro times chegam à última rodada com chances de classificação.

O México tem posição mais confortável. Com seis pontos conquistados em duas vitórias, precisa apenas de um empate para garantir a vaga. Já os suecos têm três pontos e buscarão a vitória para somar seis pontos, igualar os mexicanos e avançar pelos critérios de desempate - saldo de gols, número gols feitos, confronto direto e cartões amarelos e vermelhos. Se permanecer a igualdade, a definição ocorrerá por sorteio.

A situação do grupo é tão peculiar que a Alemanha também pode chegar aos seis pontos caso vença a Coreia do Sul, em partida na mesma data e horário, mas em Kazan. Se isso ocorrer, será eliminada uma seleção que vencerá dois jogos na primeira fase. Fato que só aconteceu na Copa de 1982, com a Argélia. Na ocasião, os argelinos foram despachados por Alemanha Ocidental e Áustria no saldo de gols.

 

Mas o Grupo F do Mundial da Rússia pode reservar surpresa ainda mais distinta do que essa. A Coreia do Sul, que tem duas derrotas até agora, pode se classificar com apenas três pontos se vencer os alemães e o México bater a Suécia. Empataria em pontos com Alemanha e Suécia e dependeria, claro, dos critérios de desempate.

Os mexicanos pretendem deixar todas as contas de lado, fazer os gols necessários para se classificar em primeiro da chave e possivelmente escapar de um confronto com o Brasil já nas oitavas de final. 

Essa é a estratégia do técnico Juan Carlos Osorio, que venceu a Alemanha na estreia, por 1 a 0, e em seguida bateu a Coreia, por 2 a 1. Chegou à Rússia contestado pela oscilação da equipe nos amistosos preparatórios para a Copa. Com a campanha empolgante até aqui, fez questão de elogiar os jogadores. "Não me surpreende o que conseguimos até agora", disse, ao aumentar confiança dos atletas.

Os contra-ataques serão a principal arma mexicana para conquistar a classificação à sua sétima oitavas de final seguida em Mundiais. Nos seis anteriores porém, foi eliminada. Um trauma que Osorio tenta superar junto à seleção com a ajuda de um psicólogo do esporte. 

A Suécia, por sua vez, visa esquecer a derrota para a Alemanha no último jogo, por 2 a 1, com gol sofrido aos 49 minutos do segundo tempo. A vitória na estreia sobre a Coreia, por 1 a 0, não foi convincente. Para obter a vaga, vai ter que apresentar um futebol bem melhor.

Os questionamentos pela ausência do astro Zlatan Ibrahimovic na convocação da seleção sueca ainda pairam sobre o técnico Janne Andersson. Para ele, a instabilidade neste Mundial e a desconfiança do potencial da equipe sem o craque são coisas do passado. "Acredito que tudo o que passou nos deixou mais fortes", afirmou o treinador.

Para incentivar os jogadores na preleção da decisiva partida desta quarta-feira, Andersson pode voltar no tempo 60 anos. Em junho de 1958, a Suécia bateu o México por 3 a 1 na estreia da Copa que foi anfitriã. O time da casa só pararia no Brasil, na final, quando fora derrotada por 5 a 2, com dois gols de um tal menino Pelé, de 17 anos, que vestia a camisa 10. Ou seria melhor não lembrar disso?

 

 

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