Com 'cara de Libertadores', Santos derrota o Cúcuta por 2 a 0

Equipe do técnico Emerson Leão não dá chance ao adversário e fica perto das quartas-de-final da competição

Alan Rafael Villaverde, estadao.com.br

01 de maio de 2008 | 22h42

A noite de quinta-feira reservou ao torcedor santista uma partida digna de Libertadores por parte do Santos, que venceu o Deportivo Cúcuta por 2 a 0, na Vila Belmiro, no primeiro confronto válido pelas oitavas-de-final da competição intercontinental. Veja também: Classificação Calendário / Resultados Ouça os gols da vitória do Santos Bate-pronto: Equipe com cara de Libertadores  Leão elogia o Santos, mas diz que nada está ganhoCom o resultado, o Santos pode até perder por um gol de diferença, na partida de volta, que acontece na próxima quinta-feira, que estará classificado às quartas, onde seu provável adversário será o Flamengo, que venceu o América por 4 a 2 na primeira partida entre os dois clubes, disputada no México.Contando com o apoio de mais de 17 mil torcedores, o Santos tratou de mostrar ao adversário o que significa jogar a Libertadores. Com uma forte marcação na saída de bola, os jogadores santistas anularam qualquer investida do Cúcuta que, recuado, era presa fácil para as jogadas pelas laterais. Desta forma, o gol santista aconteceu logo aos 17 minutos, quando Betão, jogando como lateral-direito, cruzou na medida para a conclusão do atacante Lima, que, apesar de ser sua estréia, parecia ser um veterano com a camisa do Santos. "Estou feliz pelo gol, pois o time venceu bem e estamos próximos da classificação", disse o atacante.A pressão do Santos continuou, mas o Cúcuta, ao perceber que não tinha opção, também resolveu dar sua visão do estilo de jogo na Libertadores ao formar duas linhas de quatro, evitando triangulações dos jogadores santistas, decretando o placar mínimo na primeira etapa.Mostrando confiança no time escalado, Leão não realizou mudança alguma para o segundo tempo, a não ser dar mais liberdade para Molina e Kleber atuarem perto dos atacantes Kleber Pereira e Lima, o que não deu certo. O Cúcuta, por sua vez, demonstrou, somente aos 17 minutos, que estava interessado em procurar o empate, saindo para o ataque, mas de forma desorganizada.ONDE HÁ FUMAÇA...A empolgação da torcida santista quase custou caro ao Santos, já que a fumaça dos sinalizadores atrapalhou a visão e o árbitro não teve alternativa a não ser paralisar o jogo por cinco minutos, esfriando o time.  Santos 2 Fábio Costa; Betão, Fabão, Marcelo e Kleber; Marcinho Guerreiro (Adriano), Rodrigo Souto    , Wesley     e Molina      (Rodrigo Tabata); Kleber Pereira     e Lima (Trípodi) Técnico: Emerson Leão  Cúcuta-COL 0 Castellanos; Braynner Garcia (Cabrera), Portocarrero, Córdoba e Elvis González; Charles Castro, Zapata, James Castro (Pajoy), Amarilla (Romero) e Macnelly Torres    ; Matias Urbano Técnico: Pedro Sarmiento Gols: Lima, aos 17; Molina, aos 25 minutos do segundo tempoÁrbitro: Marco Rodríguez (México)Renda: R$ 406.720,00Público: 17.282 totalEstádio: Vila Belmiro, em Santos (SP)Aproveitando a ocasião, o Cúcuta criou duas oportunidades, sendo uma delas um chute perigoso de Amarilla, que exigiu boa defesa de Fábio Costa, até então uma mera figura ilustrativa.O susto acordou o Santos, que tratou de conquistar uma importante vantagem para garantir sua classificação às quartas. Aos 25, Molina cobrou falta - perto da linha de fundo do lado direito - e colocou a bola no ângulo esquerdo do goleiro, que, assustado, atrapalhou-se e deixou a bola entrar no gol. Santos 2 a 0 e a festa na Vila Belmiro estava armada.De forma desesperada, o Cúcuta adiantou seu meio-campo e, com um atacante a mais, passou a encurralar o time santista, mas nenhuma boa chance fora criada, uma vez que a raça santista, no melhor estilo Libertadores, ditou o ritmo até o apito final.DESCUIDOSAos 43 minutos do primeiro tempo, o goleiro Fábio Costa pegou um objeto no gramado, que poderia ser um copo d´água. Aparentemente nenhum delegado da Conmebol viu tal situação.Já o meia-atacante Wesley cometeu uma infantilidade aos 29 minutos da segunda etapa, ao chutar a bola em cima de um adversário, que estava caído. O árbitro não hesitou e expulsou o atleta, que poderia ter comprometido a vitória do Santos.BETÃO, O GUERREIROCriticado no começo do ano, o zagueiro conquista seu espaço no coração do torcedor santista. Jogando improvisado como lateral-direito, Betão fez o cruzamento para o primeiro gol santista e, depois, ajudou a defesa para segurar o ímpeto do Cúcuta.Ao final da partida, Betão foi aplaudido pela torcida do Santos. "Eu estou muito feliz por tudo que está acontecendo comigo. É claro que eu não vou conseguir agradar a todos, mas o importante é que estou fazendo meu papel para ajudar o Santos."

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.