Com Denílson, Palmeiras encara a Ponte para entrar no G-4

Vitória coloca time do técnico Vanderlei Luxemburgo entre os quatro melhores do Campeonato Paulista

Juliano Costa, Jornal da Tarde

11 de março de 2008 | 20h37

Com 30 anos, Denílson será o titular mais velho do Palmeiras em ação contra a Ponte Preta, nesta quarta-feira, às 21h45, no Palestra, com acompanhamento ao vivo do estadao.com.br. E também o mais feliz. Veja também: Classificação Calendário / Resultados Comemoração de Denílson é para ex-jogadora do InternacionalNum depoimento muito sincero, o jogador confessou que vinha tendo problemas de peso por causa de depressão. Não entrava em forma de jeito nenhum porque não tinha mais prazer de jogar. Estava triste, muito triste. As coisas mudaram quando Vanderlei Luxemburgo lhe propôs um contrato de risco no Palmeiras - ganha conforme a quantidade de jogos que fizer."Eu amo jogar futebol, mas tinha perdido a alegria de jogar. Não me sentia bem. E não conseguia baixar meu peso porque não estava feliz. Mas aí o Vanderlei me abriu as portas do Palmeiras e depositou confiança em mim. O contrato de risco é motivo para correr ainda mais. Voltei a sorrir. Voltei a ser feliz."São só dois meses de Verdão e oito quilos a menos - chegou a ter 76kg e está com 68kg. "É como se eu jogasse aqui no Palmeiras a minha vida toda. Todo mundo me trata bem e me dou bem com todos."O contrato que fez é o menos vantajoso em sua carreira desde que saiu do São Paulo para o Betis, da Espanha, em 1998, por cerca de US$ 30 milhões - R$ 51 milhões, em valores atuais. Ele ainda teve bons contratos na Arábia Saudita e nos Estados Unidos. "Mas não rendi bem." No Palmeiras, recebe R$ 40 mil mensais, que podem chegar a R$ 60 mil ou R$ 70 mil, dependendo da quantidade de jogos que fizer durante o mês. "Mesmo com o bônus, ele ganha menos do que a média dos outros titulares", diz um dirigente do clube. Denílson garante que não se importa. "O dinheiro faz bem, claro, mas o mais importante é ser feliz, é fazer seu trabalho com alegria." NOVA FUNÇÃO EM CAMPONesta quarta, o atacante será meia. Ele e o volante Wendel foram os escolhidos para os lugares de Valdivia e Diego Souza, suspensos. Com isso, o meio-de-campo será formado por Pierre, Wendel, Léo Lima e Denílson. "Vou jogar atrás dos dois atacantes (Kléber e Alex Mineiro), com muita liberdade em campo."Ele diz que não sabe se agüentará os 90 minutos. Mas não quer que o chamem de veterano. "Na Europa, quanto mais velho, melhor. É experiência. Veja os exemplos do Maldini, Cafu, Roberto Carlos. Jogam até hoje e são muito respeitados."PONTE EM BUSCA DA REAÇÃOA Ponte Preta é a vice-líder do Paulistão, mas está em má fase. Nos últimos quatro jogos, empatou dois e perdeu dois. Preocupado, o técnico Sérgio Guedes não divulgou a escalação. Prefere fazer mistério. PalmeirasDiego Cavalieri; Élder Granja, Gustavo, Henrique e Leandro; Pierre, Wendel, Léo Lima e Denilson; Kléber e Alex MineiroTécnico: Vanderlei Luxemburgo Ponte PretaAranha; Eduardo Arroz, César, Jean e Vicente; Ricardo Conceição, Bilica, Renato e Elias; Luis Ricardo e WanderleyTécnico: Sérgio GuedesÁrbitro: Luiz Flávio de OliveiraEstádio: Palestra Itália, em São Paulo, SPHorário: 21h45Rádio: Eldorado/ESPN - 700 AMTV: Pay-per-viewUm desfalque certo é o volante Deda, suspenso. Ricardo Conceição, que jogou a última partida como armador (contra o Marília), será recuado para a cabeça-de-área. O meia Renato, artilheiro da Ponte com seis gols, volta após cumprir suspensão.Para o torcedor palmeirense, o jogo de hoje é a chance de rever, com a camisa da Ponte, o zagueiro César, que lhe traz péssimas recordações, ambas de 2002. César fez o gol contra que deu a classificação ao Asa de Arapiraca, eliminando o Verdão na primeira fase da Copa do Brasil. Ainda naquele ano, o zagueiro fez parte do time que foi rebaixado no Brasileirão. Seis anos depois, hoje com 32, César é um dos destaques da Macaca.

Tudo o que sabemos sobre:
Paulistão A-1PalmeirasPonte Preta

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.