Com Dentinho, Corinthians encara o Marília pensando no G-4

Mano Menezes atende pedido de corintianos, poupa Perdigão e Marcel e fala em sufocar o Marília

Fábio Hecico, O Estado de S. Paulo

29 de março de 2008 | 12h17

"O Corinthians não tem uma torcida, é a torcida que tem o Corinthians", não se cansam de se gabar os torcedores alvinegros. E neste domingo, às 16 horas, o técnico Mano Menezes vai ouvir as recomendações que teve ainda na Vila Belmiro (derrota para o Santos por 2 a 1), e escalar o ‘time do povo’, em seu momento de maior pressão dentro do Campeonato Paulista.  Veja também: Classificação Resultados e calendário Ciente de que só uma vitória diante do Marília, no Morumbi, mantém viva a esperança de chegar às semifinais, o treinador vai poupar Perdigão e Marcel, alvos da ira dos corintianos após a derrota no clássico. O volante tropeçou no lance do primeiro gol e o meia carrega o fardo de ter defendido o arqui-rival Palmeiras. "Se não obtivermos a vaga, ficará um pontinho de frustração. E o efeito será administrado diferente da cabeça do torcedor", avalia Mano. "Mas vamos vencer, com certeza, o Marília. Nem preciso me preocupar com outro resultado", abre mão do discurso contido. Claro, pregando o habitual respeito e outras coisas mais. "O fato de estarmos brigando já é bem positivo para essa equipe. Aponta que estamos andando num bom caminho."  CORINTHIANSFelipe; Fábio Ferreira (Acosta), Carlão e William; Carlos Alberto, Bóvio, Fabinho, Diogo Rincón e André Santos; Dentinho e Herrera.Técnico: Mano Menezes. MARÍLIAGiovanni; Júlio César, Gum, Fernando e Serginho; João Marcos, Alan, Tiago Rodrigues e Camilo; Miro Bahia e Tiago.Técnico: Ruy Scarpino.Árbitro: Rodrigo Martins Cintra.Estádio: Morumbi, em São Paulo (SP).Horário: 16 horasRádio: Eldorado/ESPN - AM 700TV: Pay-per-view A confiança de Mano Menezes é tão grande que ele chega a brincar com o fato de o time estrear a camisa roxa. "Se é para ficar roxo, que não seja de raiva", esbanja bom humor. Mas ao saber que o time não dá sorte quando joga pela primeira vez com camisas diferentes, garante acabar com esta fama. "Camisa é só a embalagem, precisamos colocar algo dentro, senão não vamos vencer", filosofa. "Nossa equipe está bem emocionalmente, sabe se comportar com as oportunidades que tem. Se repetirmos o desempenho que tivemos contra o Santos, temos boas chances." No clássico, o treinador utilizou o esquema 3-5-2. Como não poderá contar com Chicão, suspenso, está na dúvida se volta ao 4-4-2. Fábio Ferreira está na expectativa de entrar na zaga. Mas a opção do treinador deve ser por Acosta - Lulinha estava bem cotado, mas levou o terceiro cartão amarelo e perde mais uma oportunidade -, num esquema mais ofensivo. O adversário não esconde se satisfazer em conquistar um pontinho. Conseguirá?

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