Mauricio de Souza/estadão
Mauricio de Souza/estadão

Com dois gols, Neilton mostra serviço no Santos

Atacante fez o primeiro gol com um minuto de jogo

SANCHES FILHO, Agência Estado

14 de julho de 2013 | 09h06

SANTOS - O momento em que o dirigentes santistas procuram desesperadamente reforços para o ataque, o garoto Neilton, de 19 anos, se encarregou de transformar em fácil o jogo tido como difícil antes de começar. Foram dele o primeiro e o terceiro gols da vitória do Santos por 4 a 1 contra a Portuguesa, neste sábado à noite. Com um minuto de jogo, Montillo escapou pela direita, cruzou, Willian José ''furou'' e a bola encontrou Neilton bem colocado, no meio da pequena área, para concluir para o gol.

"Foi bom o gol sair cedo porque obrigou a Portuguesa a sair para o jogo. E como o gol do Willian foi logo em seguida (aos 10 minutos), tivemos tranquilidade para trabalhar a bola", disse Neilton. O jogo deste sábado foi o nono dele. Nos oito anteriores, Neilton havia marcado apenas um gol, na derrota por 3 a 1 contra o Criciúma, em Santa Catarina.

O segundo seu gol na partida, o terceiro do Santos, aos 30 minutos do segundo tempo, Neilton deu uma resposta aos torcedores que o vaiaram no lance anterior, por ter se atrapalhado com a bola e perdido a oportunidade de concluir para as redes. E garantiu a vitória santista, no momento em que a Portuguesa mais pressionava.

Léo era o único jogador santista que tinha dois motivos para comemorar: a vitória e a marca que ele atingiu, de 445 jogos pelo clube, passando a ser, ao lado do ''capita'' Carlos Alberto Torres, o décimo que mais vezes vestiu a camisa do Santos, mas desabafou ao sair aplaudido de campo.

"As pessoas da torcida gostam de mim, mas as do clube não", disse o lateral-esquerdo. "Tenho moral com o torcedor, mas para alguns estou velho. É isso o que escuto aqui. E duro chegar aos 38 anos de idade sabendo o que pensam a seu respeito e tendo de lutar contra a cultura do futebol brasileiro", discursou Léo, afirmando que, se depender dele, fica pelo menos mais um ano no Santos. "Quero continuar sendo útil. Dentro de campo ou em outra função". E ele não desconversou ao ser questionado se ele se considera o maior lateral-esquerdo da história do Santos. "É o que dizem".

Léo é jogador mais experiente e vitorioso do elenco santista, com um título da Libertadores, dois do Campeonato Brasileiro, um da Recopa Sul-Americana, um da Copa do Brasil e três do Campeonato Paulista.

Para o treinador Claudinei Oliveira, que corria risco ser substituído se o time não vencesse neste sábado, disse após a goleada por 4 a 1 que não se incomoda com o rótulo de tampão e interino. "Mas quanto mais jogos eu fizer, mais vou agregar à minha carreira". Antes do jogo, o vice-presidente Odílio Rodrigues não garantiu a permanência de Claudinei se o resultado fosse negativo. "No futebol não se pode ser tão definitivo assim".

Claudinei reconheceu que a Portuguesa jogou bem, mas disse que o Santos mereceu a vitória por 4 a 1. "O ímpeto inicial foi a nossa proposta. A Portuguesa criou oportunidades e Aranha fez grandes defesas, mas também tivemos chances nos contra-ataques. Marcamos quatro gols, mas criamos pelo menos 10 boas oportunidades".

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