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Com escassez de camisa 9, Santos deve tentar a contratação de Pato

Presidente José Carlos Peres já havia confirmado o interesse no jogador, que rescindiu seu contrato na China

Leandro Silveira, Estadão Conteúdo

18 de março de 2019 | 08h06

O fim de semana deve levar o Santos a reforçar a busca por um centroavante para a sequência da temporada. Afinal, após ver o time penar com a ausência de um 9 na derrota por 1 a 0 para o Novorizontino, no Pacaembu, na sexta-feira, a diretoria viu Alexandre Pato, sobre quem admitiu ter interesse, ficar livre no mercado no dia seguinte.

A escassez de um camisa 9 é um problema para o Santos desde o fim de 2018, quando terminou o empréstimo de Gabriel, que deixou a Vila Belmiro como artilheiro da Copa do Brasil e do Campeonato Brasileiro do ano passado. E ainda não foi resolvida, embora o time tenha interessante produção ofensiva na temporada, com 31 gols marcados em 15 jogos.

Em 2019, o Santos até disputou o seu primeiro jogo no ano - a vitória por 1 a 0 sobre a Ferroviária - com dois centroavantes de origem como titulares: Yuri Alberto e Felippe Cardoso. Porém, o baixo rendimento em campo tem rendido poucas chances a eles, com o técnico Jorge Sampaoli buscando alternativas no elenco e escalando a equipe com um esquema tático sem um "camisa 9" fixo.

Foi assim na derrota de sexta-feira, quando o Santos já não contava com o atacante paraguaio Derlis González, suspenso. E Sampaoli tentou aproveitar o bom começo de temporada de Jean Mota, com oito gols marcados, para colocá-lo na grande área. Só que não funcionou e o time completou o segundo jogo consecutivo sem ir às redes - empatou antes por 0 a 0 com o Corinthians.

Durante o segundo tempo do duelo com o Novorizontino, inclusive, o treinador recorreu a um centroavante de origem, Felippe Cardoso. Mas o ex-jogador da Ponte Preta perdeu uma boa oportunidade em cabeceio, terminando a sua sexta partida na temporada sem marcar sequer uma vez.

Após o duelo, Sampaoli evitou justificar a derrota, resultado que levou o time a inclusive perder a melhor campanha do Paulistão, pela ausência de um 9. "Dizer que falta centroavante depois de uma derrota pode parecer uma desculpa. Temos de continuar melhorando e nos prepararmos bem para a próxima fase", disse.

De qualquer forma, a escassez é percebida pela diretoria, que já tentou contratar Raniel, do Cruzeiro, neste começo de ano. E também revelou interesse em Alexandre Pato, que no último sábado anunciou a rescisão do seu contrato com o Tianjin Tianhai, da China.

O Santos deve ter a concorrência de vários clubes brasileiros, incluindo os rivais São Paulo e Palmeiras, na busca para contratar Pato. Porém, o presidente José Carlos Peres já fez elogios ao jogador e declarou dificuldade em encontrar um centroavante no mercado nacional, tendo citado Pedro, do Fluminense, como única opção, embora tenha assegurado que não negociara com o jogador, que está lesionado.

A rescisão de Pato na China deve levar o Santos a realizar nova investida, embora o alto salário do atacante possa dificultar a tarefa do clube. "O Pato está preso na China, não adianta falar nele sem que nós consigamos liberá-lo por lá. Se sair a rescisão, sem dúvida nenhuma dá para conversar", afirmou Peres, em fevereiro.

Agora, então, com Pato sem clube, o Santos, sofrendo com a falta de um centroavante e a escassez de gols, pode ter chegado o momento de a diretoria investir nele.

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