Com fraca campanha, Carpegiani recebe apoio no Corinthians

Técnico tem aproveitamento inferior ao antecessor Emerson Leão, demitido no início de abril

23 de julho de 2007 | 18h44

Um dia após o Corinthians perder por 3 a 0 para o Náutico e acumular sete rodadas sem vencer no Brasileirão, o treinador Paulo Cezar Carpegiani foi confirmado pela diretoria do clube pelo menos até o jogo de quarta-feira, diante do Figueirense. Mas caso ocorra um novo tropeço no Estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis, o técnico deve mesmo deixar o Parque São Jorge."Ele fica e viaja com o time para Florianópolis amanhã [terça-feira]", avisou o vice-presidente de Futebol, Rubens Gomes, por meio de comunicado transmitido pela assessoria de imprensa do clube. "Não existe motivo para uma mudança agora. Aliás, precisamos parar com esta cultura de que demitir o treinador irá mudar tudo", acrescentou.Apesar do apoio da diretoria, Carpegiani possui aproveitamento pior que o seu antecessor, Emerson Leão. Em 13 jogos sob o comando do atual treinador, o Corinthians venceu três jogos, empatou cinco e perdeu outros cinco (incluindo a eliminação na Copa do Brasil para o Náutico) - aproveitamento de 35,8%. Já Leão, demitido no início de abril, comandou o time paulista em 46 ocasiões. Foram 22 vitórias, 13 empates e 11 derrotas, desempenho de 57,2%.Ocupando a 14.ª colocação no Brasileirão, na zona de rebaixamento, Rubens Gomes tentou defender o treinador. "Carpegiani não tem culpa. Ele coloca o esquema dele e se os jogadores erram o que ele pode fazer? Por isso, não existe motivo para ele sair", esbravejou.Sem FinazziAlém de seguir sem Everton Santos, que ainda se recupera de uma lesão no ombro esquerdo - sofrida na derrota para o Internacional por 3 a 0 -, o Corinthians não terá o atacante Finazzi. Contratado pouco antes do início do Nacional para acabar com o jejum de gols apresentado no Paulistão e na Copa do Brasil, o jogador de 33 anos não foi relacionado para enfrentar o Figueirense."Tenho que respeitar a decisão do técnico, tem uma hierarquia no clube. Mas a explicação que ele me deu foi igual a que todos os técnicos que me tiraram de times me deram anteriormente: 'quer mais velocidade no time'. Mas algo de bom eu tenho que ter, né? Se fiz tantos gols nos últimos anos", comentou Finazzi, que marcou duas vezes neste Nacional.O jogador também disse que ficou magoado coma torcida corintiana, que pediu a sua saída do Parque São Jorge. "Sei que não foram todos, até porque algumas pessoas da minha família estavam na torcida e ouviram. Mas o que posso dizer é que o pedido foi atendido já no primeiro tempo", comentou o jogador, que deixou o jogo contra o Náutico para a entrada do Júnior Negrão, recém-contratado.

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