Juan Carlos Hidalgo / EFE
Juan Carlos Hidalgo / EFE

Com gol da virada e expulsão, colombianos são protagonistas na decisão

Partida na Espanha teve momentos decisivos de Quintero, do River, e Barrios, do Boca

Estadão Conteúdo

10 Dezembro 2018 | 10h10

Dois jogadores colombianos fizeram a diferença - uma sublime, outra fatal - na final da Copa Libertadores no domingo. Wilmar Barrios, volante do Boca Juniors, foi expulso após receber o segundo cartão amarelo logo depois do início da prorrogação, e o meia Juan Fernando Quintero marcou o segundo gol do River Plate no estádio Santiago Bernabéu.

Depois, o River ainda marcou um terceiro gol para triunfar por 3 a 1 e levantar sua quarta taça de campeão do maior torneio de clubes das Américas com um placar global de 5 a 3.

Barrios, de 25 anos, foi um dos melhores do Boca em campo durante os primeiros 90 minutos, sendo decisivo para atrapalhar a criação pelos meias do River. Ele recebeu seu primeiro cartão amarelo perto do fim do tempo regulamentar, e o segundo por uma forte entrada em Ezequiel Palacios com apenas dois minutos decorridos da prorrogação. Barrios não deu declarações à imprensa após o jogo.

O River capitalizou a superioridade numérica e Quintero marcou o seu aos 14 minutos do primeiro tempo extra. Pela seleção da Colômbia, Quintero foi o autor de um dos mais belos gols da última Copa do Mundo, na Rússia, uma cobrança de falta em que a bola passou por baixo da barreira do Japão, na fase de grupos. No domingo, o habilidoso meia de 24 anos recebeu a bola na frente da área e deu um chute forte de esquerda para colocar o River em vantagem, com uma finalização em que a bola tocou no travessão antes de entrar.

Nos últimos segundos da partida, Quintero também deu o passe para Gonzalo Martínez, que só precisou empurrar a bola para o gol vazio, pois Esteban Andrada, o goleiro do Boca, estava na outra grande área para tentar marcar em uma cobrança de escanteio.

Enrolado em uma bandeira colombiana, Quintero disse à imprensa que queria prestar homenagem ao bairro pobre de Medellín, onde cresceu, uma área que esteve sob controle do tráfico de drogas. "Quero enviar uma saudação muito especial para toda Colômbia, para minha Comuna 13, que aqui estamos fazendo história", disse Quintero.

"Foi um bonito gol. Um dos mais bonitos da minha carreira, um gol especial para a história", acrescentou. "Agora quero celebrar com meus companheiros para depois pensar no Mundial de Clubes". "Esta equipe merecia", acrescentou Quintero. "Com todo respeito ao rival, nós temos trabalho muito forte neste ano".

O jogo de ida da final terminou 2 a 2. A segunda partida foi transferida para Madri após incidentes de violência protagonizados do torcedores em Buenos Aires.

 

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