Tiago Queiroz/AE
Tiago Queiroz/AE

Com gol de Love, Flamengo derrota o Palmeiras no Pacaembu

Em jogo de baixa qualidade técnica, atacante do Flamengo aproveita a chance e 'se vinga' da torcida rival

LUIZ RAATZ - estadao.com.br

02 de junho de 2010 | 23h52

O reencontro do Artilheiro do Amor com a torcida do Palmeiras teve sabor de vingança para Vágner Love. Após a saída conturbada do clube paulista no começo do ano, com direito a briga com torcedores na porta de um banco, o camisa 9 da Gávea foi hostilizado durante toda a partida no Pacaembu até que marcou o gol da vitória dos cariocas, aos 42 do segundo tempo, e silenciou o estádio.

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Antes da partida, Love fez questão de cumprimentar os ex-companheiros e membros da comissão técnica. "Não tem essa de vingança. Só tenho amigos aqui", disse.

Em campo, foi perseguido pela torcida. era hostilizado a cada vez que pegava na bola. Ao tentar um drible de corpo na área palmeirense, caiu sozinho e ouviu um coro de vaias no Pacaembu. Ao ser desarmado por Danilo, e driblado por Marcos, também foi xingado.

Mas amor e ódio são sentimentos que caminham em paralelo. Após 87 minutos de futebol com qualidade duvidosa, com muitos erros de passe para os dois lados, Vágner Love fez boa jogada pela esquerda e bateu sem chance para Marcos. Na comemoração, fez o sinal de um coração.

Com a vitória, o Flamengo ocupa provisoriamente a quarta posição no Brasileirão. O Palmeiras caiu para a décima posição. Os rubro-negros enfrentam agora o Goiás no Maracanã no sábado. A equipe paulista terá o Inter pela frente, domingo, no Beira-Rio.

O JOGO. Jorge Parraga optou por escalar o Palmeiras com Ewerthon mais isolado na frente, Cleiton Xavier encostando como segundo atacante e Lincoln armando.  O Flamengo, armado no 3-5-2, protegia bem a meta de Bruno com três zagueiros e dois volantes. Porém na hora de atacar, também errava demais.

PALMEIRAS0
Marcos; Vítor, Danilo, Maurício Ramos e Eduardo; Pierre , Edinho, Márcio Araújo, Cleiton Xavier (Vinícius) e Lincoln (Patrick); Ewerthon
Técnico: Jorge Parraga
FLAMENGO1
Bruno; Welinton (Fabrício), Ronaldo Angelim e Álvaro; Léo Moura, Maldonado, Fernando, Petkovic (Michael) e Juan; Vinícius Pacheco (Diego Maurício) e Vágner Love
Técnico: Rogério Lourenço
Gols: Vágner Love, aos 42 do segundo tempo

Árbitro: Leonardo Gaciba

Estádio: Pacaembu

O Palmeiras começou ligeiramente melhor, mas abusava dos erros de passe. Quando acertava, parava na boa marcação do Flamengo. No primeiro lance de perigo da partida, Edinho fez lançamento em profundidade para Cleiton Xavier, que, frente a frente com Bruno, chutou por cima do gol.

A equipe alviverde dominou a posse de bola durante todo o primeiro tempo, mas em raras oportunidades ofereceu perigo à meta de Bruno. O Flamengo, por sua vez, errava passes demais e desperdiçava contra-ataques um após o outro.

A melhor chance do Palmeiras no primeiro tempo veio aos 29. Márcio Araújo, em belo lançamento, achou Ewerthon na área. O atacante bateu de primeira, mas Bruno espalmou no reflexo. O Flamengo só assustou em uma cobrança de falta venenosa de Petkovic, que Marcos espalmou.

FUTEBOL RUIM. O segundo tempo foi uma versão piorada da primeira etapa. As duas equipes continuaram errando muitos passes e não conseguiam oferecer perigo à meta adversária.

Jorge Parraga resolveu tirar Cleiton Xavier, um dos poucos lúcidos em campo, para promover a entrada do garoto Vinícius. O Palmeiras até melhorou e chegou a oferecer algum risco em jogadas de linha de fundo, mas não conseguiu chegar ao gol.

Aos 25, Petkovic torceu o tornozelo em uma dura entrada de Pierre e saiu chorando de dor. Quando tudo parecia caminhar para um empate dos mais monótonos, Love marcou.

KLÉBER DE VOLTA. A única notícia boa para o palmeirense na derrota em casa para  Flamengo foi dada pelo técnico Jorge Parraga ainda antes do apito inicial. Kléber deve estar à disposição da comissão técnica no máximo até sexta-feira. A negociação com o Cruzeiro está praticamente fechada.

Mais tarde,  o presidente do Cruzeiro, Zezé Perrella, confirmou que vai liberar o atacante. A diretoria dos clubes se reunirão nesta sexta para definir o acordo. Segundo o dirigente mineiro, a vontade de Kléber de retornar ao Palestra Itália foi determinante.

"Tentei segurar o Kléber, até mesmo com melhora do salário. Fiz isso na Libertadores. Mas não adianta mais. Ele quer viver em São Paulo", disse Perrella, em entrevista à Rádio CBN de Minas. "Eu vou liberá-lo. E é bom que se diga que ele não está forçando a barra, mas não quero jogador insatisfeito no elenco".

 

Já não era sem tempo. A torcida  palmeirense deixou o Pacaembu gritando "Queremos jogador".  

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