Franck Fife/AFP
Franck Fife/AFP

Com gol de pênalti de Neymar, PSG bate RB Leipzig e respira na Liga dos Campeões

Brasileiro define vitória por 1 a 0 aos 11 minutos do primeiro tempo e time francês sobe para o segundo lugar do grupo

Leandro Silveira, O Estado de S.Paulo

24 de novembro de 2020 | 19h14

O Paris Saint-Germain conseguiu se manter vivo na Liga dos Campeões da Europa. Nesta terça-feira, no Parque dos Príncipes, contou com um gol de pênalti de Neymar logo nos minutos iniciais para derrotar o RB Leipzig por 1 a 0, no Parque dos Príncipes, sobrevivendo a uma intensa pressão do time alemão durante quase todo o duelo. 

O triunfo, pela quarta rodada do Grupo H, levou o PSG aos seis pontos, dividindo a segunda posição da chave com o próprio RB Leipzig, que o havia superado no compromisso anterior, como mandante. O Manchester United é o líder, com nove, após derrotar o Instanbul Basaksehir, que está com 3, por 3 a 1, na Inglaterra. Na quinta rodada da equilibrada chave, em 2 de dezembro, o PSG vai ao Old Trafford visitar o primeiro colocado. E o time alemão tentará se reabilitar na Turquia. 

Neymar não atuava como titular do PSG desde 28 de outubro, quando se contundiu durante partida contra o Istanbul Basaksehir. Depois disso, ele desfalcou o time parisiense em duelos contra Nantes e Rennes, ambos pelo Campeonato Francês, e RB Leipzig, pelo torneio continental. Além disso, ficou fora dos compromissos da seleção brasileira pelas Eliminatórias, diante de Venezuela e Uruguai. E na última sexta-feira fez seu retorno ao entrar durante o segundo tempo de derrota do time parisiense para o Monaco. 

Nesta terça, acabou sendo importante para a vitória ao converter pênalti duvidoso assinalado pela arbitragem. Foi, aliás, o primeiro gol de Neymar na Liga dos Campeões desde março, quando marcou em partida das oitavas de final da temporada passada contra o Borussia Dortmund. 

Porém, teve atuação apagada no restante do duelo, dominado pelo adversário. Sofreu com a marcação e exibiu irritação diversas vezes após disputas de bola. E acusou dores em alguns momentos do duelo com o RB Leipzig, que só não voltará para a Alemanha com um resultado melhor porque falhou nas finalizações. 

O JOGO 

Com as voltas de Neymar e Mbappé, recuperado de lesões, o PSG contou com uma decisão questionável da arbitragem para abrir o placar logo aos dez minutos, quando a partida ainda estava truncada. Após Di María ser tocado por Sabitzer na área e o juiz assinalar pênalti, o atacante brasileiro bateu fraco, no canto esquerdo, mas suficiente para superar Gulácsi. 

Só que o gol não deixou o jogo mais tranquilo para o PSG. O RB Leipzig quase respondeu na sequência em finalização de Sabitzer, que desviou em Marquinhos. Já o time parisiense ainda teria uma outra chance, em finalização de meia-bicicleta de Mbappé, após disputa de bola de Neymar, mas sofreu muito no restante do primeiro tempo. 

O RB Leipzig dominou o meio-campo, neutralizou o time francês, que apostava na individualidade das suas estrelas diante de um adversário mais organizado, e teve 64% de posse de bola. E criou várias oportunidades no fim da etapa inicial. Mas Poulsen e Forsberg finalizaram para fora, enquanto Haidara parou em bela defesa de Navas. 

O cenário de pressão do RB Leipzig não se alterou no segundo tempo, mas se intensificou, com Forsberg e Sabitzer perdendo chances claras logo nos primeiros minutos. O time alemão ocupava o campo de ataque, mas não conseguia o empate. E o fim do duelo foi de baixo nível, com muitas faltas e provocações, mas pouca bola rolando. O PSG ainda teve uma chance de gol nos acréscimos, desperdiçada por Rafinha. Mas não pode reclamar da sorte numa partida em que pouco criou e foi acuado na maior parte do tempo. 

NA INGLATERRA

Em casa, o Manchester não teve problemas para derrotar o Instanbul Basaksehir por 3 a 1. O time abriu 3 a 0 logo no primeiro tempo, com dois gols de Bruno Fernandes, aos 7 e aos 19 minutos, e um pênalti convertido por Marcus Rashford, aos 35. Deniz Turuc diminuiu para o time turco aos 30 da etapa final.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.