José Patrício/AE
José Patrício/AE

Com gol nos descontos, São Paulo vence o Santos e entra na briga pela Libertadores

Em um jogo com cinco gols em 20 minutos, time do Morumbi ganha por 4 a 3 fica a seis pontos do Corinthians

TERCIO DAVID - estadão.com.br

17 de outubro de 2010 | 20h31

Em um jogo com cinco gols em 20 minutos, o São Paulo venceu o clássico contra o Santos por 4 a 3 neste domingo, no Morumbi, pela 30.ª rodada do Campeonato Brasileiro e brecou a arrancada do rival. O gol salvador, de Jean, saiu apenas nos acréscimos.

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Com a vitória, o próprio São Paulo voltou a se animar para brigar por uma vaga na Libertadores, afinal, a equipe chegou a 44 pontons está apenas seis atrás do terceiro colocado Corinthians.

Já classificado para a Libertadores, o Santos, depois de três vitórias seguidas, estacionou nos 48 pontos. Mas o time ainda segue firme na briga pelo título, afinal, o líder Cruzeiro também não saiu dos 54 pontos.

Na próxima rodada, o São Paulo enfrenta o Ceará, no domingo, às 16 horas, no Castelão, em Fortaleza. Um pouco mais tarde, às 18h30, o Santos recebe o Prudente, na Vila Belmiro.

Começo quente. Em ascensão no campeonato, o Santos já foi logo abrindo o placar, com menos de três minutos. Alan Patrick fez grande passe na esquerda para Zé Eduardo. Ele invadiu a área e bateu cruzado para defesa parcial de Rogério Ceni, que bateu roupa e acabou ajeitando a bola para o mesmo Alan Patrick bater no contrapé do goleiro são-paulino.

Disposto a não facilitar a vida do rival, que ainda sonha com o título, o São Paulo conseguiu o empate três minutos depois. Miranda levantou na área pela direita, Ricardo Oliveira escorou de cabeça na segunda trave e Dagoberto, livre na pequena área, desviou também de cabeça para marcar.

A virada do São Paulo veio aos 16, novamente com a dupla Ricardo Oliveira e Dagoberto. Richarlyson fez boa jogada pela esquerda, invadiu a área e serviu ao camisa 99, que levantou na medida para o companheiro cabecear sem chance para o goleiro Rafael.

Inspirado, Dagoberto foi quem fez toda a jogada do terceiro gol do São Paulo. Aos 18, Richarlyson fez grande lançamento para o camisa 25, que avançou do meio de campo em velocidade, invadiu a área, se livrou de Roberto Brum, mas quando se preparou para chutar na saída de Rafael, Pará apareceu para cortar, mas acabou batendo contra o próprio gol.

Mas o Santos não se desmontou após o terceiro gol e mostrou que ainda estava no jogo. Aos 20, Pará fez grande jogada pela direita, invadiu a área, foi à linha de fundo e cruzou rasteiro para Zé Eduardo escorar para o gol vazio. Cinco gols em 20 minutos de jogo.

Após o começo alucinante, as duas equipes resolveram cadenciar um pouco mais o jogo, que mesmo assim seguiu franco, com o São Paulo naturalmente jogando no contra-ataque e o Santos tomando a iniciativa de atacar.

Esfriou. O intervalo serviu para esfriar um pouco mais o jogo, acompanhando a temperatura ambiente, que despencou no Morumbi, no inicio da noite.

Quente mesmo deve ter ficado a cabeça de Richarlyson, que tomou um cartão amarelo bobo no final do primeiro tempo, ao reclamar de uma falta, e foi expulso aos 12 do segundo, após entrada violenta, e desnecessária, em Zé Eduardo, junto à linha lateral.

Com um jogador a mais, a pressão santista se instalou, embora o ritmo não tenha se acelerado. Mas o Santos tinha Neymar, que resolveu dar o ar da graça após primeiro tempo apagado.

Craque e aplicação. Aos 24, Neymar recebeu na entrada da área do São Paulo, forçou a passagem por Miranda, acabou derrubado pelo zagueiro na área e o árbitro Sandro Meira Ricci marcou pênalti na jogada. O mesmo Neymar bateu bem, no alto, e empatou novamente o jogo.

Com o empate, o jogo voltou a ficar mais objetivo, com o São Paulo acelerando um pouco mais as jogadas e complicando a zaga santista. Apesar de ter um a menos, o time são-paulino chegou a mandar uma bola na trave, aos 36, depois de bela troca de passes na área, e o chute de Jean, parcialmente defendido por Rafael.

Mais ligado, o São Paulo lutou até o final e foi premiado com a vitória no último lance do jogo. Aos 47, Marlos cruzou da direita para Ricardo Oliveira cabecear e exigir grande defesa de Rafael. Mas no rebote, Jean estava atento e aproveitou, de cabeça, para garantir a vitória, a primeira do time sobre o rival neste ano.

  SÃO PAULO - 4 - Rogério Ceni, Jean , Alex Silva , Miranda, Richarlyson , Rodrigo Souto, Carlinhos Paraíba, Lucas (Renato Silva), Fernandinho (Diogo), Dagoberto  (Marlos) e Ricardo Oliveira  - Técnico: PC Carpegiani.

  SANTOS - 3 - Rafael, Pará  (Maranhão), Edu Dracena , Durval, Alex Sandro, Roberto Brum (Felipe Anderson ), Arouca, Danilo , Alan Patrick (Breitner), Zé Eduardo e Neymar - Técnico: Marcelo Martelotte.

Gols - Alan Patrick, aos 2, Dagoberto, aos 6 e aos 16, Pará (contra), aos 18, Zé Eduardo, aos 20 minutos do primeiro tempo. Neymar, aos 26, Jean, aos 47 minutos do segundo tempo; Árbitro - Sandro Meira Ricci (DF); Renda - não dispnível; Público total - 23.791; Local - Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)

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