Lucas Uebel/Divulgação
Lucas Uebel/Divulgação

Com gramado ruim, Grêmio cogita disputar Libertadores no velho Olímpico

Problemas verificados no estádio desde que foi inaugurado em 31 de janeiro, denuncia precipitação em sua utilização

Gonçalo Junior, O Estado de S. Paulo

15 de fevereiro de 2013 | 21h18

SÃO PAULO - Os incidentes dos dois primeiros jogos oficiais da nova Arena Grêmio mostram que o fato de ter aberto a era dos modernos estádios brasileiros não significou apenas eficiência, mas também pressa. No caso do gramado, o problema mais recente da arena, verificado na derrota para o Huachipato, na estreia na Taça Libertadores, quarta-feira, a falta de obediência aos prazos necessários foi flagrante. "Não tivemos o tempo necessário de maturação do gramado, que era de 90 dias", denuncia Claudio Godoy, coordenador de projetos da World Sports, empresa responsável pelo gramado da Arena Grêmio.

Além da realização do Jogo contra a Pobreza, em dezembro, a presença constante de diretores e conselheiros do clube gaúcho, que levaram familiares para tirar foto no campo, também prejudicou. A previsão dos construtores era de que o gramado ficasse pronto apenas no início do Campeonato Gaúcho, no fim do mês de janeiro.

Depois que o técnico Vanderlei Luxemburgo culpou o gramado pela má atuação do time na quarta-feira, o presidente Fábio Koff confirmou que o Grêmio deve pleitear o retorno dos jogos da Libertadores ao Olímpico.  "Nós inscrevemos os dois estádios. Tínhamos que indicar um e indicamos a Arena. Se tivermos que mudar, vamos conversar. Vamos pleitear junto à Conmebol que o Grêmio jogue no Olímpico. É uma decisão que depende da Arena Porto-Alegrense e da Conmebol", disse o dirigente. No mês de dezembro, o clássico Grêmio x Internacional marcou a "despedida" oficial do estádio, com várias festividades e manifestações emocionadas dos torcedores.

SEM ENERGIA

Além do estado ruim do gramado, também faltou energia elétrica na Arena Grêmio. Enquanto as equipes descansavam no intervalo da partida, uma queda de energia apagou os refletores da Arena. Com o placar de 1 a 0 para os chilenos, a arbitragem optou por aguardar que a iluminação retornasse, com atraso de pouco mais de dez minutos. A assessoria de imprensa da OAS, empresa responsável pela construção, informou que Eduardo Pinto, diretor de projetos, estava viajando e que não poderia se pronunciar sobre os últimos incidentes. A diretoria do Grêmio também não quis se pronunciar.

Os incidentes no jogo de quarta-feira se somam aos verificados na inauguração da Arena Grêmio. Na partida contra a LDU, no dia 31 de janeiro, aos 16 minutos de jogo, o meia Elano abriu o placar. Na comemoração, a torcida do Grêmio fez a tradicional avalanche, mas a grade não aguentou e oito pessoas caíram no fosso que separa a arquibancada do gramado. Desde aquela partida, o setor da geral está interditado.

ARENA DO GRÊMIO EM NÚMEROS

• Investimento total: R$ 540 milhões

• Faturamento previsto para 2013: R$ 110 milhões a R$120 milhões

• Investimento em tecnologia: R$ 100 milhões

• Tempo de construção: 27 meses

• Construtora: OAS

• Capacidade total: 60.170 pessoas

 

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