Juan Herrero/EFE
Juan Herrero/EFE

Com grupo experiente, Costa Rica tenta repetir glória da Copa-2014

No Brasil, seleção costa-riquenha caiu apenas nas quartas de final diante da Holanda

Leandro Silveira, enviado especial / São Petersburgo, O Estado de S.Paulo

22 Junho 2018 | 00h00

Não falta experiência à Costa Rica, rival da seleção brasileira nesta sexta-feira, pela segunda rodada do Grupo E da Copa do Mundo. Sensação do torneio de 2014 ao só parar na disputa de pênaltis diante da Holanda, nas quartas de final, a equipe da América Central chegou à Rússia com um grupo de jogadores que tem a maior média de idade da competição – 29 anos e 7 meses –, em uma tentativa de ampliar a maior glória da sua história. Mas pode terminar em eliminação precoce.

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Além de ser a mais veterana seleção, a Costa Rica conta com 12 dos 23 jogadores que foram ao Brasil em 2014. Mas, agora, a sensação é a de uma equipe envelhecida e fragilizada, como se viu na derrota de 1 a 0 para a Sérvia, quando várias chances de gol desperdiçadas pelos oponentes evitaram um placar mais dilatado.

Desde que surpreendeu no “Grupo da Morte” da Copa de 2014, a Costa Rica praticamente só decepcionou. Na Copa Ouro, parou nas quartas de final em 2015 e nas semifinais em 2017. Além disso, foi eliminada na fase de grupos da Copa América Centenário em 2016. A alegria só veio ano passado, com a vaga conquistada na Copa do Mundo como a segunda melhor seleção da Concacaf. 

E a manutenção da base do time da Copa de 2014 não deixou de causar problemas. Após a derrota para a Sérvia, a imprensa local divulgou informações de um racha entre os jogadores mais experientes e os novatos. A informação foi devidamente negada pelo técnico Óscar Ramírez, mas pode indicar problemas na transição de gerações. “Até hoje não teve nenhum problema em que tive de intervir. Não tive de intervir, separar e acalmar ninguém. Se aconteceu, não tive conhecimento”, assegurou o treinador. 

 

De qualquer forma, se há uma queda de braço, Ramírez está ao lado dos veteranos. Afinal, Navas, Gamboa, González, Acosta, Óscar Duarte, Bryan Ruiz e Ureña, remanescentes da histórica seleção costa-riquenha de 2014, estão escalados para o jogo com o Brasil. “Temos 90 minutos para fazer um grande jogo”, afirmou Bryan Ruiz, esperançoso em conduzir a Costa Rica a mais um resultado surpreendente na história das Copas – e a manter o status de heróis nacionais conquistado há quatro anos. 

O capitão também recorre ao passado para sonhar com uma vitória sobre o Brasil. “Em 1990, fizemos um bom trabalho, mas perdemos (1 a 0). Em 2002, foi um placar volumoso (5 a 2). O terceiro, quem sabe, será de vitória”, concluiu o meia-atacante, que estaria na mira do Santos.

 

 

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