José Patrício/Estadão
José Patrício/Estadão

Com interinos, São Paulo e Santos duelam no Morumbi

Clube tricolor demitiu Ney Franco na última semana

CIRO CAMPOS E SANCHES FILHO, Agência Estado

07 de julho de 2013 | 08h25

SÃO PAULO - No primeiro clássico dos grandes do futebol paulista no Campeonato Brasileiro, São Paulo e Santos jogam no estádio do Morumbi, neste domingo, às 16h, com os olhares voltados muito mais para o banco de reservas. No comando dos times estarão dois técnicos interinos e para o cargo de efetivo existe a possibilidade do ex-santista Muricy Ramalho se transferir para o rival tricolor na próxima semana.

Apesar dos dois times estarem sob gestões provisórias, tanto o são-paulino Milton Cruz quanto o santista Claudinei Oliveira têm missões importantes. Ambos assumiram o cargo após demissões de treinadores que até então tinham respaldo do clube e agora precisam reconstruir os times.

A diretoria do São Paulo encerrou o vínculo com o técnico Ney Franco na última sexta-feira por acreditar que faltava ao time mais consistência e menos desempenhos irregulares. Agora Milton Cruz tem de preparar a chegada do novo comandante. Como teve pouco tempo de arrumar a equipe, o interino deve escalar uma equipe com poucas mudanças. A principal delas é a saída do lateral-direito Douglas, que lesionou o joelho direito na última quarta contra o Corinthians. Mateus Caramelo deve ser o substituto. "Temos um jogo difícil pela frente e precisamos dos jogadores 100% fisicamente. O Santos tem jogadores de qualidade, como o Cícero e o Arouca, que passaram por aqui", elogiou Cruz.

Já no caso do Santos, Claudinei Oliveira assumiu o cargo há um mês, após a demissão de Muricy Ramalho, o preferido da torcida são-paulina para assumir o time do Morumbi. "Na impossibilidade de contratarmos (Marcelo) Bielsa e (Gerardo) Martino, Claudinei continua sendo o técnico e tem a nossa confiança. É um desafio, mas trata-se de um técnico jovem e de qualidade. Temos muita confiança nele e não estamos conversando com nenhum outro treinador", disse o vice-presidente do Santos, Odílio Rodrigues.

Com o respaldo da diretoria, Claudinei Oliveira lidera um trabalho de reconstruir um Santos que se esfacelou recentemente. O atacante Neymar e o goleiro Rafael se transferiram para o futebol europeu e deixaram a responsabilidade para garotos. Contra o São Paulo, a equipe deve atuar apostando na velocidade das trocas de passes, uma das marcas do treinador. Ao tirar o volante marcador Renê Junior para colocar Arouca, o time ganhou mobilidade. Para isso conta ainda com os velozes Leandrinho e Neilton.

REAÇÃO

As coincidências entre São Paulo e Santos também se estendem aos jogadores. O cenário de mudanças nos clubes é a esperança para alguns atletas conseguirem se afirmar. O principal deles é o meia Paulo Henrique Ganso. O ex-santista demorou para ser titular com Ney Franco no São Paulo e quando ganhou esse status, no começo deste ano, costumeiramente era o primeiro a ser substituído nos jogos, fato que irritava a diretoria e a torcida.

Do lado do Santos, estão jogadores que fizeram o caminho contrário ao de Paulo Henrique Ganso. O meia Cícero e o atacante Willian José deixaram o Morumbi no começo do ano justamente por não encontrar espaço e agora são titulares absolutos no time da Vila Belmiro.

Mas a grande expectativa no clube é para que o futebol de Montillo apareça e ele passe a ser a grande estrela da equipe. A contratação mais cara do clube ainda deve uma grande apresentação com a camisa santista. "Tive algumas conversas com Montillo e senti que ele está bem à vontade, completamente adaptado e respondendo muito bem nos treinamentos ao posicionamento mais avançado, o que o deixa mais próximo do jogador que ele era no Cruzeiro", afirmou Claudinei Oliveira.

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