Rodrigo Coca/Ag Corinthians
Rodrigo Coca/Ag Corinthians

Com investimento e experiência, Corinthians comanda o futebol feminino no Brasil

Modalidade ganha atenção especial no clube, alcançando o tricampeonato brasileiro com o time recheado de jogadoras da seleção brasileira e o melhor treinador do país

Vinicius Saponara, O Estado de S.Paulo

27 de setembro de 2021 | 11h00

Em uma campanha praticamente perfeita com 18 vitórias, dois empates e apenas uma derrota — foram 64 gols marcados e 17 sofridos —, o Corinthians conquistou no domingo o tri do Brasileiro Feminino com um triunfo por 3 a 1 sobre o Palmeiras, em sua casa, a Neo Química Arena, onde só ganhou na competição. O que explica  esse domínio corintiano, que não é de hoje, é muito investimento e experiência no elenco.

A história do Corinthians com a modalidade é longa, começando no final dos anos 90 — mais precisamente em 1997 — , mas se estreitou recentemente. Depois de formar parceria com o Audax, de Osasco (SP), em 2016, e assumir a gestão própria da equipe feminina, a partir de 2018, o clube alvinegro passou a dominar de forma categórica o futebol brasileiro.

Com Arthur Elias, melhor técnico em atividade no país, jogadoras na seleção brasileira, sendo cinco convocadas pela treinadora sueca Pia Sundhage na última lista, e oito títulos conquistados de 2016 para cá, incluindo duas Copa Libertadores (em 2017 e 2019), o clube mostra que investir e, principalmente, cuidar do futebol feminino se torna cada vez mais valioso.

Um trabalho de captação de atletas de outras equipes, manutenção do elenco e uma base também dominante são as chaves que tornaram o Corinthians uma potência. O clube oferece uma grande estrutura para as meninas, que têm as mesmas condições de treinamento, alimentação, departamento médico e aparelhos que as categorias de base masculinas.

O futebol feminino ganhou também fortes ações de marketing, contando com redes sociais exclusivas. Elas são um sucesso entre a Fiel Torcida, onde há um engajamento dos torcedores, sempre comentando os posts, torcendo, cobrando, assim como acontece na equipe profissional masculina. A assessoria de imprensa é separada, exclusiva e focada. As meninas têm produtos exclusivos também, como a camisa da campanha "Respeita As Mina", cuja Hashtag leva a mesma frase, e até o seu próprio ônibus para se deslocarem para os jogos.

"A gente não vai parar, a gente quer daqui para mais, sempre representar o clube, essa camisa, esse trabalho, sem dúvida as atletas estão de parabéns, por tudo que elas me mostram diariamente. Estou muito orgulhoso, muito feliz de comandar esse grupo", disse Arthur Elias, treinador do Corinthians nos três títulos nacionais - os outros dois foram em 2018 e 2020.

"Um prazer enorme, um orgulho de dirigir esse grupo, essa equipe, um clube como o Corinthians... Fazer história como a gente vem fazendo, ano após ano, com muito trabalho, muita dedicação. Sentimento de dever cumprido e de merecimento", concluiu o treinador.

Capitã do Corinthians, Tamires não poupou elogios ao trabalho realizado na modalidade. A meia exaltou o que vem sendo feito, citando o clube como uma referência não só para o futebol feminino do Brasil, como de todo o mundo. "O Corinthians é Corinthians, gigante, não só pelo departamento de futebol feminino que nós temos dentro do Corinthians, mas é uma luta intensa pelo futebol feminino no Brasil. O Corinthians se torna cada vez mais uma referência dentro de São Paulo, no Brasil inteiro, para o mundo", declarou, antes de explicar o que, para ela, é ser Corinthians:

"É com essa pegada, com essa determinação, com um trabalho diário que a gente tem que continuar, continuar crescendo, continuar incentivando cada vez mais meninas para acreditar no sonho delas. Isso aqui é ser Corinthians, é jogar o tempo todo querendo ser campeã, mostramos mais uma vez o que é ser Corinthians."

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.