Eduardo Nicolau/Estadão
Eduardo Nicolau/Estadão

Com jeitinho brasileiro, amigos fazem marcação cerrada no time de Tite

Dupla que mora na Austrália e viajou para ver a Copa na Rússia entrou até no hotel da seleção em Sochi e se encontrar com o técnico

Leandro Silveira, enviado especial / Sochi, O Estado de S.Paulo

16 Junho 2018 | 05h00

Distância parece não ser problema para esses amigos. Depois de trocarem o Brasil pela Austrália, há 15 anos, Vladimir e Rodrigo Costa fizeram mais uma longa viagem para seguir os passos da seleção de Tite na Rússia

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“Seguir os passos”, nesse caso, tem sentido literal: na terça-feira, eles estenderam as faixas das torcidas Galo Austrália e da Fla Ozzy no Estádio Slava Metreveli, em Sochi, onde assistiram ao único treino aberto da seleção na preparação para a Copa. Em meio a um público de 4 mil pessoas, a maior parte crianças de escolas russas, eles deram um tom mais brasileiro à atividade.

Mas não se contentaram com isso. E, sem serem convidados (mas sem infringirem nenhuma regra), os intrépidos brasileiros foram entrando no Swissôtel Kamelia, o resort onde a seleção brasileira está hospedada em Sochi. Lá, consumiram produtos no restaurante (aberto ao público) e até usaram a piscina. Deram de cara com Tite, seus auxiliares e com o zagueiro Miranda. 

Isso foi possível porque o hotel não foi reservado para a equipe, que utiliza uma das alas da sua luxuosa estrutura - há procedimentos de segurança, mas mais voltados para a imprensa. Assim, a dupla acessou o local com uma certa cara de pau. 

 

Ao treinador, Vladimir Costa fez um pedido que não esconde sua paixão pelo Atlético-MG. “Você precisa voltar para compensar 2005”, disse, em referência ao rebaixamento do time no Campeonato Brasileiro de 13 anos atrás, quando Tite era o comandante. A paixão clubística, aliás, não é esquecida por eles - Rodrigo é flamenguista - nem na hora de posar para as fotos eles estão sempre com as camisas de seus respectivos times. 

Neste sábado, 16, eles vão a Rostov assistir à estreia do Brasil contra a Suíça. Depois, a dupla ruma para São Petersburgo antes de retornar à Austrália. “A Copa é uma festa na primeira fase, depois fica difícil acompanhar”, explica Vladimir, com a experiência de quem acompanha in loco o quinto Mundial.  

 

 

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