Alan Walter/Reuters
Alan Walter/Reuters

Com Kaká e Marta, mundo do futebol lamenta a morte de Vadão

Ex-treinador tinha 63 anos e morreu de câncer no fígado, no Hospital Albert Einstein

Redação, O Estado de S.Paulo

26 de maio de 2020 | 07h27

Diversos clubes, jogadores e entidades do futebol lamentaram a morte de Oswaldo Alvarez, o Vadão, ocorrido nesta segunda-feira. O treinador tinha 63 anos e lutava contra um câncer no fígado e estava internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

Ele ficou conhecido por dirigir um time marcante do Mogi Mirim, no início dos anos 1990, que ficou conhecido como "Carrossel Caipira", também tendo passagens por outros clubes, como São Paulo, Corinthians, Guarani e Ponte Preta, além de ter dirigido a seleção brasileira feminina.

Lançado por Vadão no São Paulo, Kaká publicou um texto em homenagem ao treinador em seu perfil no Instagram. "Minha eterna gratidão por você ter aberto as portas para um garoto que ninguém conhecia e poucos acreditavam. Mas você acreditou, me ensinou, me deu oportunidades pra que eu pudesse voar. Hoje o dia é de muita tristeza, mas as lembranças que guardo no meu coração são de muitas alegrias! Descanse em paz, meu amigo", escreveu.

A CBF decretou a colocação de bandeiras a meio mastro em sua sede, como manifestação de respeito e admiração pelo treinador. "Vadão era uma pessoa excepcional. Um homem raro, capaz de reunir virtudes como idoneidade absoluta, lealdade ímpar e enorme competência. Deixa um legado marcante para o nosso futebol e uma saudade grande em todos nós, que convivemos com ele", lamentou Rogério Caboclo, presidente da confederação.

Dirigida por Vadão na seleção, Marta também exaltou o treinador. "Vá em paz, professor. Sua missão nessa terra você cumpriu e com muito êxito.Desconheço qualquer ser humano igual, você soube viver a vida de maneira digna e honestamente. Orgulho demais de ter vivido momentos maravilhosos ao seu lado e ter tido a oportunidade de aprender muito. Obrigada por tudo e descanse em paz", escreveu.

O ex-jogador Rivaldo foi outra personalidade do mundo do futebol a lamentar o falecimento de Vadão. "O futebol brasileiro perde um grande profissional e grande homem que me ajudou muito no início da minha carreira. Eu aprendi bastante com ele. Que Deus conforte os familiares neste momento tão difícil", disse.

O ex-centroavante Washington relembrou a importância de Vadão para a sua carreira. "O futebol perdeu um profissional acima da média, perdeu um homem de caracter, que com suas ações contribuiu muito para o profissionalismo e conhecimento. Eu o tinha não somente como técnico, mas como um amigo, um pai, sendo meu treinador na Ponte Preta e no Verdy Tokyo (Japão), além de ter sido quem me indicou ao Atletico-PR e assim, realizar minha recuperação para a retomada ao futebol. Um grande pai de família, exemplar! Vai com Deus, meu amigo! O céu estará em festa para lhe receber. E o que eu fizer no futebol, sem duvida, terá muito de seus ensinamentos e conduta", escreveu.

Vadão começou a sua carreira como meia esquerda nas categorias de base do Guarani e rodou por clubes como Noroeste, Catanduvense e Botafogo-SP. Como treinador, deu os primeiros passos no Mogi Mirim. Ainda comandou Guarani, XV de Piracicaba, Athetico-PR, Corinthians, São Paulo, Ponte Preta, Bahia, Goiás, Sport, dentre muitos outros.

Ele foi campeão do Torneio Rio-São Paulo em 2001 pelo São Paulo, vice-campeão da Série B em 2009 e vice do Campeonato Paulista pelo Guarani em 2012. Seu último trabalho foi na seleção brasileira feminina. Deixou o comando em meados do ano passado após o Mundial na França. Em suas duas passagens, Vadão conquistou duas Copas Américas (2014 e 2018), a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 2015, além de um quarto lugar na Olimpíada do Rio-2016.

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