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Com Kaká e Seedorf, Milan fracassa e faz pior temporada desde 1998

Equipe termina o Italiano em oitavo e não se classifica para nenhuma competição europeia

Felippe Scozzafave, O Estado de S. Paulo

19 de maio de 2014 | 09h42

MILÃO - A temporada atual entrou para a história do Milan. Mas a equipe não tem motivos para comemorar e sim para lamentar. Com a vitória por 2 a 1 sobre o Sassuolo neste domingo, o time terminou o Campeonato Italiano na oitava colocação e não se classificou para nenhuma competição europeia, o que não acontecia no clube desde 1998.

Considerado um dos maiores times do mundo, o Milan vive a cada ano o crescimento de sua crise, que passa pelos problemas de Sílvio Berlusconi, proprietário do clube, a falta de dinheiro para novas contratações, a perda de seus craques para rivais mais ricos no atual cenário europeu e culmina na limitação de seu elenco, que mesmo assim, ainda é um dos mais fortes da Itália.

Ao início da temporada 2013/14, o clima era de euforia na parte rubro-negra de Milão, pois além da bela reação na segunda parte do Campeonato Italiano anterior conduzida pelo problemático atacante Mario Balotelli, contratado do Manchester City, a equipe passava a contar com Kaká, ídolo do clube e que buscava recuperar o seu bom futebol após anos apagados no Real Madrid. Se um título europeu era impensável, pois não contava mais com estrelas recentes como Paolo Maldini, Andrea Pirlo, Andryi Shevchenko, ou até mesmo Zlatan Ibrahimovic, uma boa disputa na Itália era esperada por todos.

O plano, porém, de cara já mostrou que não daria certo e nas 13 primeiras rodadas do nacional, ainda sob o comando de Massimiliano Allegri, a equipe acumulou cinco derrotas, cinco empates e apenas três vitórias e o Milan estava mais perto da zona de rebaixamento do que de uma classificação para a Liga dos Campeões.

A chegada do holandês Clarence Seedorf, ídolo do clube, que decidiu se aposentar para virar técnico até que surtiu efeito e, acompanhado com a chegada de alguns reforços e a melhora técnica das estrelas Kaká e Balotelli deram um final de temporada mais digno para a equipe, mas não evitaram o fracasso do Milan, dono de 18 edições do Italiano e de sete Ligas dos Campeões.

A temporada, aliás, em termos de números, é a pior do Milan no século XXI. Computando apenas o Campeonato Italiano, nos últimos 13 anos, a equipe acumula uma vez o quinto e o sexto lugar, duas vezes o quarto, cinco vezes a terceira colocação, foi duas vezes vice-campeão e duas vezes ficou com a taça. Nesse período, o time ainda acumula dois títulos da Liga dos Campeões, competição que nesse ano não passou das oitavas de final.

O oitavo lugar no Italiano em 2014 só foi superior ao décimo posto na longínqua temporada 1997/98, última vez que o Milan não havia se classificado para nenhuma competição europeia.

Para piorar o cenário para o futuro do rubro-negro, a equipe convive com a retomada de caminho do maior rival, a Inter de Milão, que recentemente foi comprada por um milionário e deve investir pesado em contratações, os times acertados de Roma e Napoli e com a força da Juventus, atual tricampeã italiana e que na atual temporada bateu recorde de pontos ao terminar o torneio com 102 pontos. O Milan ficou com 57.

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